Estrangeiros representam quase 30% na presença de turistas em Santa Catarina

turistas em Santa CatarinaBalneário Camboriú é uma das oito cidades pesquisadas

O turismo de praia de Santa Catarina notou aumento no número de turistas internacionais na alta temporada de verão. Segundo relatório da Fecomércio-SC (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina), a presença estrangeira subiu de 12,4%, em 2017, para 29% este ano. No período, o aumento verificado foi de 16,6 pontos porcentuais. Os índices levam em consideração os primeiros três meses do ano que ainda são considerados alta temporada para o turismo litorâneo. 

Entre os visitantes, destaque para os argentinos, que representaram 23,5% dos turistas internacionais. Viajantes procedentes do Uruguai, Paraguai e Chile somam outros 4,4% de participação. Itália e Portugal completam a lista dos seis primeiros. Outro detalhe é que, entre as cidades avaliadas, Florianópolis, recebeu o maior percentual de pessoas de fora do país (37,3%).

Na direção contrária dos sul-americanos, o contingente de brasileiros no destino caiu de 87,6% para 71% na comparação entre os anos. Entre os viajantes nacionais, o grupo mais representativo é do Rio Grande do Sul (29,3%), acima inclusive do público catarinense. 

O estudo levou em consideração entrevistas feitas com empresários e estabelecimentos de oito cidades. São elas: Balneário Camboriú, Bombinhas, Florianópolis, Garopaba, Imbituba, Laguna, Porto Belo e São Francisco do Sul.

Perfil de consumo dos turistas

Os dados mostram ainda que os viajantes desembolsaram, em média, R$ 4.130,90 na temporada. O valor, calculado a partir da média de gastos por tipo e conforme relato dos turistas, é 33,9% superior ao visto em 2017. Enquanto o consumo com lazer representou aumento de 42,3%, as compras no comércio caíram 13,5%.

O gasto médio no setor de hotelaria foi de R$ 816,41, alta de 26% em relação ao ano anterior. Na comparação com meses anteriores, houve aumento de 68,3% no faturamento, puxado pelo aumento na média de permanência (5,8 dias) e da taxa de ocupação (81,6%). 

Outro dado apontado foi o aumento no índice geral de leitos disponíveis entre um ano e outro. A oferta cresceu 7,9%, quando consideradas as oito cidades pesquisadas.

eração de empregos em crescimento

Outra pesquisa, dessa vez do IBGE, apontam para o aumento na geração de empregos do setor na região

(*) Crédito da foto: Andreadelima87/Pixabay

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