Estudo do FOHB mostra real impacto da hotelaria na economia

Qual o papel da hotelaria dentro da economia brasileira? Quantos setores movimenta? Qual a quantidade de empregos gerados? Qual a participação do segmento na geração de riquezas no país? Essas e outras perguntas sempre foram feitas a respeito da indústria de hospedagem. Embora muito se especulasse, não havia respostas concretas a muitas delas. Agora, contudo, existe um norte. Divulgado essa semana, estudo do FOHB (Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil) ajuda a entender o real impacto da atividade hoteleira.

Intitulado Impactos da Cadeia Hoteleira na Economia do Brasil, o levantamento foi produzido em parceria com o FGV-Celog (Centro de Excelência em Logística e Supply Chain da Fundação Getulio Vargas). Antes, uma importante contextualização: o levantamento avalia o setor de alojamento como um todo, do qual se integram vários segmentos, casos da hotelaria, flats, campings, pensões e motéis, entre outros.  

O estudo envolveu diferentes análises sobre o papel da hotelaria no mercado. Entre elas, geração de empregos, injeção de recursos na economia, impacto no PIB (Produto Interno Bruto) e nas demais atividades econômicas. De cara, há uma conclusão importante: por meio de impactos diretos e indiretos, a pesquisa mostra que hotelaria é um dos setores que mais movimentam a economia. Na geração de empregos, por exemplo, é a quarta atividade que mais contrata. Além disso, multiplicadores de produção, renda e emprego superam de países desenvolvidos, caso dos Estados Unidos.

FOHB - dados do estudo

FOHB: números

No que tange a injeção de recursos na economia, a receita operacional líquida do setor atingiu R$ 22,2 bilhões em 2015. Importante ressaltar que, como outros mercados, a movimentação econômica da hotelaria gera impacto em outros setores. Pode-se colocar na lista os segmentos de Transporte, Indústrias e Alimentos & Bebidas, entre outros. Em média, a cada R$ 1 milhão de demanda em alojamento, R$ 3,3 milhões são injetados na economia, o que inclui ainda a geração de emprego e outros fatores.

Comparando a geração de emprego da hotelaria nacional com a norte-americana, observa-se ampla vantagem tupiniquim. Enquanto o Brasil gera cerca de 25 empregos a cada R$1 milhão de demanda, os Estados Unidos geram 15.

O estudo também mostra que a hotelaria é a quarta maior geradora de empregos na economia brasileira. A cada R$ 1 milhão investidos em serviços hoteleiros, cerca de 25 vagas são criadas, sendo 17 diretos. Os valores só são menores quando comparados às atividades Educacionais, de Vigilância e Segurança e Administração Pública. No total, o setor abriu 365,6 mil posições de trabalho diretas, com remuneração de pessoal totalizando R$ 6,4 bilhões.

Em relação aos serviços produzidos pela hotelaria, 55,5% atendem a atividades empresariais. Outros 22,5% são provenientes de receita com visitantes estrangeiros, enquanto 22% vêm da venda às famílias.

Em relação aos efeitos totais das atividades de hotéis e similares sobre o PIB no Brasil (1,34), elas são ligeiramente maiores do que nos Estados Unidos (1,12). Essa diferença se deve, principalmente, aos efeitos indiretos e induzidos: 0,76 no mercado nacional, ante 0,54 nos EUA.

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(*) Crédito capa: Marten Bjork/Unsplash

(**) Crédito Foto: Divulgação/ FGV

(***) Crédito Foto: Divulgação/ FGV

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