FMI reduz projeção de crescimento econômico para o Brasil

fmi Fundo reduziu para 0,8% estimatica de crescimento para o Brasil

O FMI (Fundo Monetário Internacional) cortou a estimativa de crescimento econômico o Brasil. Baixa na confiança após as reduções no rating de crédito e dúvidas a reforma previdenciária justificam a diminuição em 1,3 ponto percentual para a projeção de crescimento. Expectativa agora, é que o país cresça 0,8% em 2019, próxima à última projeção do Boletim Focus, que reviu para 0,82% crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para este ano

Dados foram divulgada hoje (23) no relatório Perspectiva Econômica Global. No documento, a instituição econômica também reviu, para baixo, a estimativa de crescimento econômico da América Latina. Em seu relatório, o FMI disse agora que espera que a região como um todo registre expansão de 0,6% este ano. Um corte de 0,8 ponto percentual em relação ao último cálculo de abril.

A revisão para a região é ocasionada principalmente pelo mal desempenho da economia brasileira e a do México. exacerbada por disputas comerciais globais e uma deterioração na confiança de investidores e analistas.

“Na América Latina, a atividade desacelerou significativamente no início do ano em várias economias, principalmente devido a fatores regionais. As disputas tarifárias e os embates por acordos comerciais, junto com o aumento da dívida e a incapacidade de levar adiantes as grandes reformas macroeconômicas, prejudicaram as perspectivas do Brasil e do México, as principais economias latino-americanas”, disse o FMI, que pediu aos governos que regulem os gastos fiscais e o endividamento. 

Para o México, que é a segunda economia latinoamericana, a instituição espera alta de 0,9% neste ano. Uma redução de 0,7 ponto percentual na estimativa de 2019 desde a última projeção em abril.

FMI: demais países

A América Latina tem vivido uma desaceleração econômica nos últimos anos. Em 2018, a região cresceu apenas 1%. Prejudicada por fatores geopolíticos, declínio nos investimentos, dados mais moderados na China e, mais recentemente, por um cenário comercial mais tenso, segundo o FMI

O relatório também ressaltou que a economia argentina contraiu no primeiro trimestre, mas em um ritmo mais lento do que em 2018. Por isso, o Fundo praticamente manteve a projeção de crescimento para 2019. 

O documento também chamou a atenção para a crise humanitária e o “efeito devastador” da crise venezuelana. Para o FMI, a economia do país deve contrair em torno de 35% este ano.

(*) Crédito da foto: Adriano Gadini/Pixabay 

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