François Delahaye: ‘Mais segurança faria hotelaria de luxo decolar no Brasil’

Visões de LuxoDelahaye (ao centro) falou sobre tendências da hotelaria de luxo

Foi por pouco tempo, mas as expectativas para o LHS Paris 2018, que será em novembro, em Paris, só aumentaram. François Delahaye, diretor da Dorchester Collection, palestrou hoje (10) para 20 privilegiados, em São Paulo. Um dos maiores especialistas em hotelaria de luxo do mundo, o executivo falou sobre algumas das tendências do mercado. Ele ainda deixou uma mensagem categórica aos brasileiros: mais segurança faria a hotelaria de luxo decolar no Brasil.

"Meus hóspedes podem andar tranquilamente com seu relógio preferido no pulso ou com um colar, não importa. Eles se sentem seguro”, disse Delahaye, que também é gerente-geral do Plaza Athenee Paris. “Se o mercado de luxo não é tão forte aqui, os culpados são vocês", completou.

Intitulada "Visões de Luxo", a palestra de Delahaye foi organizada pela URM Éducation. Na plateia estavam executivos e profissionais da hotelaria brasileira. O encontro serviu como prévia para o LHS Paris 2018 (Luxury Hospitality Summit Paris 2018), um dos principais eventos de hotelaria de luxo do mundo.

De bom humor, Delahaye começou falando do perfil do público que se hospeda nos hotéis da Dorchester Collection. Segundo o executivo, os principais mercados emissores dos nove empreendimentos da marca são norte-americanos, britânicos e clientes do Leste Europeu. “Os brasileiros são responsáveis por 12% das reservas”, acrescentou.

François Delahaye: transformação digital

Ao falar do impacto da tecnologia no setor, Delahaye se viu impelido em colocar o Airbnb na pauta de discussões. Segundo o executivo, a ascensão da plataforma o surpreendeu. "Não acreditei e não confiei no fenômeno. Além disso, sou contra. No entanto, não posso negar que, tal qual o Uber, essas plataformas podem ser o futuro. Só a próxima geração pode dizer isso", comentou.

O executivo também explicou o conceito do "tripé do mercado de luxo": o cliente, o empregado e o dono. Segundo ele, cada um deles tem funções relevantes no funcionamento do mercado. “O cliente é fundamental, porque dita tendências e determina o que quer incluído entre os serviços contratados”, diz Delahaye, que também valorizou o trabalho da equipe do hotel.

“O empregado é o quem coloca a mão na massa, é quem e faz as coisas acontecerem”, explica. “Por fim, o dono do hotel é quem arquiteta, planeja e investe para que o hotel ofereça o melhor serviço, tornando-se indispensável”, finaliza.

(*) Crédito da capa: Lucas Kina/Hotelier News
(*) Crédito da foto: Lucas Kina/Hotelier News

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