Globaldata: Norte da África receberá 37,4 milhões de visitantes até 2022

Globaldata: Norte da África receberá 37,4 milhões de visitantes até 2022Crescimento de visitantes na região é de 4,8% ao ano

O Norte da África, que inlcui países como Marrocos, Líbia, Egito, Tunísia e Argélia, deverá ter um aumento de visitantes. Deverá passar de 31 milhões registrados em 2018 para 37,4 milhões em 2022. De acordo com relatório da Globaldata, esse aumento será de algo em torno de 4,8% ao ano.

O documento Destination Market Insights: North Africa, revela que o turismo na região será impulsionado por segmentos como turismo de aventura. Pode ser impulsionado também por maiores indicações de agências de viagens.

Laura Beaton, analista de viagens e turismo da GlobalData, comentou que a região como um todo foi prejudicada, ao longo de décadas, por questões relacionadas à segurança. Isso porque atuavam na região grupos terroristas que acabavam atingindo os visitantes. No entanto, tudo mudou a partir da primavera árabe, de 2011. "A região tem muito a oferecer e com as ações de marketing certas,. Há um grande potencial para aumentar o número de turistas para números acima dos eventos da primavera árabe", comentou ela.

Globaldata: aumento e recuperação

Desde 2014, o relatório da Globaldata tem mostrado uma ampliação constante na chegada de voos internacionais para a região. Há cinco anos, o número de visitantes chegava a algo em torno de 27 milhões. Quatro anos depois, já superava os 30 milhões de pessoas.

Entre 2015 e 2016, o número de visirantes caiu após ataques terroristas, como o tiroteio em Sousse, na Tunísia, e o bombardeio de um avião a caminho de Sharm El-Sheikh, no Egito, para São Petersburgo, na Rússia. Agora, quatro anos depois, os países começaram a se recuperar e o futuro do turismo parece positivo, conforme avaliou a Globaldata.

Prova dessa expectativa de ampliação de visitantes na região é o aumento de investimento em hotelaria. Dados da STR mostraram que grupos como Accor e Marriott International lideram essa expansão.

(*) Crédito da foto: Free-photos/Pixabay

Comentários