Grande Hotel é arrematado em Blumenau (SC)

Grand Hotel Blumenau - leilão_capaErguido nos anos 1960, hotel está fechado desde 2014, quando teve falência decretada

O Grande Hotel foi leiloado ontem (15), durante pregão da 5ª Vara Cível, no Fórum Central da Comarca de Blumenau. Com falência decretada em 2014, o empreendimento foi arrematado por R$ 14,9 milhões, montante R$ 900 mil superior à proposta mínima. O leilão finalmente teve desfecho positivo após várias tentativas frustradas de venda. A oferta foi feita em nome de Carlos Joel Pacher, representado por um advogado na ocasião.

Pelas regras do edital, Pacher tem até hoje (16) para quitar uma entrada de R$ 2,235 milhões, cifra equivalente a 15% do valor de compra. O restante será parcelado em 72 vezes de R$ 175.902,77. Em contato com a reportagem do portal local NSC, Gilson Sgrott, administrador judicial do Grande Hotel, disse que o montante obtido é suficiente para acertar as dívidas da empresa, apesar do valor ofertado ter ficado abaixo da avaliação do imóvel.

O pregão da massa falida contou com a participação do representante do MP-SC (Ministério Público Estadual), do administrador judicial e de 20 pessoas. Iniciado às 13h, o leilão teve três propostas na primeira rodada. Uma delas no valor de R$ 14.000.100, enquanto as outras duas foram no lance mínimo de R$ 14 milhões. Na segunda fase, apenas dois interessados seguiram para os 17 lances orais seguintes.

Grande Hotel: pujança e crise

Localizado na esquina da Rua XV de Novembro com a Alameda Rio Branco, no Centro de Blumenau, o empreendimento foi erguido nos anos 1960. Por muito tempo, o hotel representou a pujança da economia local, sendo um dos principais equipamentos hoteleiros da cidade. Desde a falência, contudo, o imóvel permaneceu fechado. O edifício tem 14 pavimentos e 8,3 mil metros quadrados de área construída, distribuída em 10 andares. No total, o Grande Hotel conta com 88 apartamentos.

Colunista do portal NSC, Pancho apurou que Pacher, empresário catarinense que reside em Balneário Camboriú (SC), pretende manter a utilização original do imóvel. Ou seja, a ideia é retrofitar o empreendimento e reabri-lo como hotel. Segundo o jornalista, a informação é do advogado Pedro Cascaes Neto, representante do investidor no pregão.

(*) Crédito da foto: Gilmar de Souza/Agencia RBS

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