Hotéis perdem visibilidade em mecanismos de pesquisa para OTA’s

Poucos hotéis aparecem nas buscas orgânicas do mecanismo de pesquisa

Muitas conversas que envolvem marketing digital e os esforços tecnológicos de hotéis e agências de viagens costuma girar em torno de publicidade. Com a otimização do mecanismo de pesquisa desempenhando um papel significativo quando se trata de visibilidade, uma marca pode obter 10 links disponíveis em uma única página de pesquisa.

Um queixa comum dos hotéis é que eles não podem competir com a compra de palavras-chaves, principalmente contra empresas como Expedia Group e Booking Holdings, que gastaram juntamente US$ 10 bilhões em 2017. 

Hermann Valsson, um ex-estudante de turismo da Universidade da Islândia e administrador de TI na ilha espanhola de Tenerife, analisou o SERPS (Search Engine Results Page) no Google. Valsson queria ver até que ponto as marcas de hotéis da região estavam participando da pesquisa orgânica no Google. A conclusão é: bem poucas.

OTAs tem um SERPlus

Usando a frase-chave "hotel tenerife", Valsson analisou os 10 países que enviaram a maioria dos turistas para o popular destino de férias.

As buscas na frase no Reino Unido, por exemplo, que representa 34% dos visitantes de Tenerife, tiveram 10 dos 10 resultados orgânicos vindos de agências de viagens online, de acordo com a pesquisa.
Apenas pesquisas de dispositivos na Suécia e na Finlândia tiveram visibilidade significativa para hotéis domésticos (baseados em Tenerife).

Reino Unido – 10 de 10 links foram OTAs
Espanha – 10 de 10 links foram OTAs
Alemanha – 10 de 10 links foram OTAs
França – primeiros 7 links, em seguida, link 10 foram OTAs
Suécia – os primeiros 7 links foram OTAs
Itália – primeiros 7 links, em seguida, link 9 e 10 foram OTAs
Dinamarca – 10 de 10 links foram OTAs
Finlândia – os primeiros 7 links foram OTAs
Rússia – primeiros seis links, em seguida, link 8, 9 e 10 foram OTAs
Irlanda – 10 entre 10 links foram OTAs

Valsson afirma que várias análises mostraram que cerca de 90% dos pesquisadores só visitaram a primeira página do SERPS, com 37% dos cliques atingindo o primeiro, 14% para o segundo e quase 10% para o terceiro.

Ele diz que a análise não é a primeira a demonstrar a habilidade dos SERPS, dando-lhes uma presença considerável quando combinados com anúncios pagos. "A pegada digital fica cada vez melhor para as OTAs e pior para os hotéis, apesar de estarmos procurando por um hotel e não por um mecanismo de reservas", afirma.

Este é apenas um exemplo, mas é uma tendência espelhada em outros lugares em vários termos de pesquisa. No entanto, a falta de sucesso com o SEO adiciona outra camada de complexidade ao ambiente já desafiador em que os hotéis operam com seu marketing digital.

"O fato de as OTAs terem assumido a parte orgânica do SERPS mudará a forma como os hotéis trabalham com o marketing digital. Mas o que eles podem fazer?-Eles perderam essa luta digital e as OTAs estão no topo", ressalta Valsson. 

(*) Artigo disponível no Phocus Wire

(*) Crédito da foto: Simon/Pixabay

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