Hotelaria nacional ainda sofre para aumentar lucratividade, diz pesquisa da JLL

Hotelaria nacional ainda sofre para aumentar lucratividade, diz pesquisa da JLLOferta Nacional de hotéis supera as 10 ml unidades

Embora com melhora nos índices de ocupação, os meios de hospedagem brasileiros ainda sofrem para obter bons resultados financeiros. Essa é uma das principais conclusões da pesquisa Hotelaria em Números, realizada pela divisão de Hotéis e Hospitalidade da consultoria imobiliária JLL. De acordo com o estudo, o setor brasileiro de hospedagem registrou, em 2017, discreta recuperação na ocupação média mas viu a diária média e RevPar (receita por apartamento disponível) recuarem. Na comparação entre 2016 e 2017, a ocupação subiu de 55,2% para 56,5%; ao passo que a diária média diminuiu 6,7% e, pelo terceiro ano seguido, o RevPar encolheu, 4,4%.

O estudo foi elaborado com base em questionários preenchidos por mais de 490 hotéis, resorts e flats, sobre seu desempenho em 2017. Organizações como Fohb (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil) e ABR (Associação Brasileira de Resorts) participaram como colaboradores.

A dificuldade em conseguir mais lucratividade pode ser vista já no tipo de hotel mais demandado no cenário brasileiro: os corporativos em áreas urbanas. Essa variedade de propriedade foi responsável por 75% da demanda hoteleira ao longo do ano passado. Ainda assim tiveram problemas em rentabilizar suas operações por conta de acordos empresariais fechados no início do ano. "Vale lembrar, entretanto, que esses hotéis tiveram que negociar as diárias com as empresas a fim de manter o volume de ocupação, o que se refletiu sobre o RePpar e a valor médio das diárias”, relfete Ricardo Mader, diretor de Hotéis e Hospitalidade da JLL para a América do Sul, que comenta o levantamento.

Segundo a pesquisa, a oferta total de empreendimentos no Brasil, até o final de 2017, é de 10.341 estabelecimentos e 541.314 quartos. E, dentro desse universo,  cidades como São Paulo, Fortaleza, Curitiba e Salvador destacaram-se ao longo do ano como destinos com melhores desempenhos. Já os mercados que tiveram maior crescimento de oferta de quartos entre 2014 e 2016, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Manaus registraram queda na taxa de ocupação, além de uma redução mais acentuada no Revpar, se comparados à média geral do país.

Vale destacar que números mais recentes, como os destacados pelo InFohb, em julho, já mostram recuperação de RevPar. 

JLL também analisou os resorts

Os resorts tiveram aumento de 1,3% na ocupação em 2017, na comparação com o ano anterior. Porém, a receita total por apartamento ocupado foi 7,4% menor se comparada a 2016.

De acordo com a pesquisa, são 119 resorts no país, sendo 32 de cadeias nacionais, 25 de internacionais e 62 são independentes. A maior parte (59,7%) fica no litoral e 40,3% estão no interior.

Assim como no caso dos hotéis urbanos, o baixo desempenho não atraiu investidores e as transações foram baixas, com destaque para o grupo Rio Quente Resorts que adquiriu o Resort Costa do Sauipe, na Bahia.

(*) Crédito da foto: StockSnap/Pixabay

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