Hoteleiros estão otimistas com escritura do Parque Augusta (SP)

Parque Augusta- hoteleirosGuzzoni: existe uma demanda na região por áreas verdes

Após anos de debates e disputas judiciais, a situação do Parque Augusta foi decidida. No último sábado (6), Bruno Covas – prefeito de São Paulo – assinou a escritura de transferência do terreno para o município. A doação do local pelas construtoras Setin e Cyrela já despertou o otimismo na hotelaria regional.

Segundo Bruno Omori, presidente da ABIH-SP (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo), o mercado hoteleiro no geral apoia o acordo entre a prefeitura e as empresas. “Estive o ano passado na inauguração do projeto e posso dizer que todos os hotéis concordam com a construção do Parque Augusta”, afirma. “O centro de São Paulo está sendo revitalizado e isso é um diferencial para alavancar o turismo na região”, salienta.

Fabrízio Guzzoni, gerente geral do hotel Ca’d’Oro, um dos mais tradicionais do Baixo Augusta, acredita que o ponto deve melhorar o fluxo de turistas na extensão. “Temos uma boa expectativa quanto aos resultados positivos da criação do parque. Existe uma demanda por parte dos hóspedes que pede uma opção de área verde nos entornos da propriedade”, diz.

Localizado no Largo do Arouche, no centro da capital paulista, o San Raphael Hotel também comemora a assinatura do projeto. “Tudo que é revitalização traz algo benéfico para a região”, pontua Gregório Jafet, diretor comercial do empreendimento. “Estamos atrasados nesse aspecto e torço para que seja um espaço que funcione com segurança”, completa.

Parque Augusta: o projeto

Com a transferência, a empresa doadora dará início as obras após a contratação do Projeto Executivo, que seguirá com Estudo Preliminar desenvolvido pela SVMA (Secretaria do Verde e do Meio Ambiente). 

As construtoras doaram dois terrenos à prefeitura para o levantamento do parque, que irão lucrar cerca de R$ 95 milhões em créditos para erguer novos empreendimentos na capital. A Setin e Cyrela irão receber um total de R$ 205,4 milhões, antes os R$ 110 milhões gastos na compra e manutenção dos espaços doados em acordo iniciado ainda na gestão de João Dória.

O valor foi calculado com base na lei municipal que norteou a concessão e prevê contrapartida a proprietários de terrenos privados que aceitam abrir mão de suas posses quando existe interesse público.

Segundo a prefeitura, o Parque Augusta será entregue até 2020. 

(*) Crédito da foto: Divulgação/ABIH-SP

(**) Crédito da foto: Divulgação/Hotel Ca'd'Oro

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