Iata: tráfego aéreo da América Latina e Caribe deve crescer 4,1% ao ano

Iata: tráfego aéreo da América Latina e Caribe deve crescer 4,1% ao anoCombustível caro continua um dos problemas da região

O tráfego aéreo de passageiros deve crescer 4,1% ao ano na América Latina e Caribe. Nesse cenário, a classe média deve gerar uma boa parte da demanda. A análise é de Peter Cerdá, vice-presidente regional da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo, na sigla em inglês).

"Para isso, precisamos de estabilidade política na região, mas os eventos recentes mostraram novamente que isso não é realidade", comentou.

No entanto, o setor tem atravessado situações complexas tanto em nível regional, quanto global. O executivo apontou que as principais dificuldades enfrentadas são, além do clima político adverso, as guerras comerciais. Apesar disso, a demanda da região aumentou 3,4% em agosto de 2019, na comparação, enquanto a movimentação de carga ficou estável, pcom crescimento de 0,1% no mesmo período. A grande dificuldades reside na lucratividade, em função dos altos custos operacionais.

De forma global, em 2018, a associação havia registrado crescimento de 6,5% na demanda por transporte aéreos. Na América Latina, esse crescimento foi de 6,9%.

Iata: América Latina tem altos custos de operação

Os dados apresentados pelo vice-presidente da associação durante o fórum de líderes da Alta (Associação de Transporte Aéreo da América Latina e Caribe, na sigla em inglês), dão conta de que a América Latina permanece como uma região de altos custos de operação por causa dos altos impostos e taxas cobrados por governos e prestadores de serviços.

No Brasil, por exemplo, Cerdá destaca que o combustível para aviação é um dos mais caros do mundo por causa da falta de concorrência na cadeia produtiva. "As tentativas recentes no México e Panamá de aumentar ou criar impostos e taxas para os passageiros mostram que os governos ainda veem esse setor como uma fonte de lucro que pode ser usada para gerar receita para o Estado", acrescenta o executivo.

Ele lembrou também que é esperado que o número de passageiros na região dobre nos próximos 20 anos, mas que todos os hubs já estão saturados. Por isso, ele aponta que uma solução precisa ser encontrada com prioridade. 

"Precisamos da participação de todos do setor desde o início para garantir que a infraestrutura adequada seja construída para atender aos passageiros com eficiência, segurança e facilidade. Um exemplo é Santiago, no Chile, onde o processo de consulta começou muito tarde, ou Lima, onde a falta de apoio governamental está a pôr em risco a conclusão da segunda pista e do terminal", completou.

(*) Crédito da foto: Free-Photos/Pixabay

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