InFOHB: Hotelaria teve alta de 14% no Revpar em fevereiro

O FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil) divulgou a edição de fevereiro do InFOHB, relatório sobre o desempenho das redes associadas. Na comparação com igual mês de 2018, o setor apresentou acréscimo nos três principais indicadores do setor. Chama atenção no levantamento a alta de 14,4% no RevPar, que fechou em R$ 139,06. O índice foi influenciado principalmente pela alta de 12% na ocupação, uma vez que a diária média cresceu apenas 2,2% (para R$ 235,22).

 Na avaliação regional, o Norte se destacou com elevação de 21,8% no RevPar frente fevereiro de 2018. Na mesma base, a ocupação e diária média subiram 10,2% e 10,5% respectivamente. O Sudeste também foi bem, com incremento de 18,5% no indicador, puxado pela ocupação, que avançou 14,6%. A diária média da região, por sua vez, subiu timidamente: 3,4% (para R$ 252,23). 

Na contramão da performance do resto do país, o Nordeste teve desempenho negativo. Apesar da ocupação ter subido 5% na região, não foi suficiente para crescer o RevPar, que cedeu 3,5%. Para piorar, a diária média dos hotéis nordestinos recuou 8,1%, para R$ 210,21, sempre na comparação anual.

InFOHB: mais números

Entre os principais municípios turísticos, São Paulo apresentou o maior crescimento no RevPar no comparativo anual. A capital paulista teve alta de 32,4% no indicador, chegando a R$ 201,91. Na mesma base, a ocupação subiu 15,6% (para 65,5%), enquanto a diária média avançou 14,5% (para R$ 307,93). 

Porto Alegre teve a maior alta na ocupação, com aumento de 23,3% frente a fevereiro de 2018. A capital gaúcha apresentou também expressiva elevação no RevPar (+29,3%, para R$ 127,57). Já o Rio de Janeiro registrou o maior recuo na diária média (-16,4%, para R$ 274,29). Com isso, o RevPar também ficou negativo, registrando queda de 10,6% (para R$ 170,48). Por fim, a ocupação dos hotéis cariocas avançaram 6,9%, para 58%.

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De acordo com Orlando de Souza, presidente executivo do FOHB, a queda acentuada no Rio tem relação com o Carnaval. “Fortaleza, que também tem Carnaval movimentado, sofreu o mesmo problema. Como a folia este ano foi em março, a base de comparação para esses destinos ficou prejudicada”, explica Souza. 

No caso de São Paulo, Souza alega que o feriado mais tarde no ano beneficiou a agenda de negócios da cidade. “Eventos que aconteceriam em outros meses ou nem aconteceriam por conta do Carnaval foram realizados normalmente”, comenta o executivo. "No informativo de março, cidades com grandes carnavais devem apresentar altas significativas em todos os índices", encerra. 

(*) Crédito da capa: Vinicius Medeiros/Hotelier News

(*) Crédito dos gráficos: Divulgação/FOHB

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