Inteligência artificial revoluciona o mercado corporativo

Inteligência artificial- palestra Sergio GamaGama interagiu com a chatbot Pepper durante a palestra

A era digital chegou para ficar, mesmo sem ainda sabermos ao certo onde ela levará. Entre as novas tecnologias, a Inteligência Artificial é, ao mesmo tempo, uma das mais revolucionárias e polêmicas. Ainda assim, essa inovação está alterando a maneira como as empresas se relacionam com seus clientes, diz Sérgio Gama, senior developer advocate da IBM.

Spotify, YouTube, Facebook, entre outras plataformas comuns no dia a dia, usam sistemas de inteligência artificial. Diferentemente de um robô (bastante utilizado na hotelaria, por sinal), essas empresas usam a tecnologia de outras maneiras. “Se posto uma foto no Facebook, a rede social já sugere que o usuário marque um amigo. O rosto já foi reconhecido. Isso é inteligência artificial”, explica Gama.

O executivo da IBM esclarece que tais softwares inteligentes trabalham com probabilidades. Chamados de sistemas cognitivos, robôs, chatbots e devices similares têm capacidade de entender, raciocinar, aprender e interagir. Além disso, conseguem tomar decisões a partir de uma vasta análise de matrizes de critérios.

Inteligência artificial a favor do mercado

A computação cognitiva traz vários benefícios, como possibilitar melhor relacionamento com o público. Em canais de distribuição e atendimento ao cliente, por exemplo, muitas empresas já utilizam chatbots para responder aos usuários. “Quando existe inteligência artificial é possível melhorar essa interaçã”, pontua Gama. “Já é possível conversar com esses sistemas de maneira natural”, ressalta.

Independentemente do segmento da empresa, é possível extrair dados que sejam bastante pertinentes para os negócios. “Podemos colocar absolutamente tudo por trás de um bot. Por exemplo, se tenho uma indústria, consigo saber se aconteceu alguma oscilação de temperatura no maquinário, o que pode evitar quebras do equipamento e prejuízos na operação”, explica Gama.

Na avaliação de Gama, a inteligência artificial poderá dar fim aos aplicativos de smartphone. “A tendência é que 80% dos apps de smartphones desapareçam. Já podemos ver bancos pelo mundo implementando interações por meio de inteligência artificial”, informa.

Um exemplo de sistema cognitivo é o Watson, da própria IBM. O software é capaz, por exemplo, de responder perguntas em linguagem bastante natural. “A Hilton já utiliza nossa tecnologia. O programa auxilia a concierge Connie a tirar dúvidas de hóspedes sobre serviços, além de dar dicas de lazer”, explica Gama.

O executivo foi um dos palestrantes da Lacte14, evento organizado pela Alagev (Associação Latino Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas). A palestra foi realizada no segundo e último dia do encontro, encerrado ontem (26).

(*) Crédito das fotos: Nayara Matteis/Hotelier News

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