Joselma Albuquerque e desafios de uma conversão de bandeira

Joselma AlbuquerqueEx-Atlantica Hotels, Joselma tem 15 anos de hotelaria

Gerir um hotel é muito mais complicado do que parece. Mudanças que a maioria dos hóspedes não percebem, por exemplo, são bastante trabalhosas de implementar. Conversões de bandeira, então, exigem preparo, envolvimento e flexibilidade de quem participa. Neste contexto, Joselma Albuquerque, diretora de Operações Hoteleiras do Grupo Rio Ave, conta à reportagem do Hotelier News sobre os desafios recentes que vem passando à frente do grupo pernambucano.

Com 50 anos no mercado imobiliário, período em que se especializou em projetos residenciais e comerciais, o Grupo Rio Ave resolveu apostar no mercado hoteleiro em função das boas perspectivas geradas para a Copa do Mundo de 2014. A empresa, então, construiu três empreendimentos, deixando a gestão deles para redes nacionais e internacionais. Além do Ramada Suítes Boa Viagem (administrado pela Vert Hotéis) e do TRYP Pernambuco (operado pela Meliá International), a companhia é dona do empreendimento que era operado por uma rede internacional. 

O último, por sinal, é um dos desafios de Joselma citados no início do texto. Há dois meses, com a saída da rede americana, o Grupo Rio Ave assumiu a gestão do empreendimento, rebatizado como Bugan Hotel by Atlantica Recife. Além disso, ela também supervisiona a operação do TRYP Pernambuco, com apoio da Meliá International.

“Inaugurar um hotel do zero é muito mais fácil do que convertê-lo. É como se eu quisesse trocar o motor de um carro em movimento. Mesmo assim, é uma experiência muito gratificante", diz a executiva, em referência ao trabalho iniciado no Bugan Hotel by Atlantica Recife. “No TRYP Pernambuco conto com o bom suporte da Meliá International. Já no Ramada Suítes Boa Viagem não nos envolvemos muito na gestão”, completa. 

Joselma AlbuquerqueFachada renovada do Bugan by Atlantica Hotels

Joselma Albuquerque: atenção aos detalhes

A profissional citou o cuidado aos detalhes como fator fundamental durante processos de conversão de unidades. Segundo ela, a operação própria ainda é recente no Bugan e as mudanças têm sido implementadas gradualmente. “Faremos alguns ajustes na decoração, por exemplo, com previsão de término no final de outubro”, revela Joselma.

Segundo a profissional, o objetivo do Grupo Rio Ave em assumir o hotel foi reforçar a identidade da empresa e do empreendimento. “A ideia era ter um modelo brasileiro de pensar hotelaria, especificamente pernambucano”, resume. "Não é simples trocar uma cultura de atendimento tipicamente norte-americana para implementar outra. E isso vale tanto para nossa equipe, quanto para os hóspedes”, completa.

Segundo ela, a característica principal do modelo do Grupo Rio Ave é bem similar à maneira como o brasileiro é conhecido. “Vamos mostrar a cara da hotelaria pernambucana, valorizando a maneira hospitaleira e atenciosa do povo local", diz.

Joselma Albuquerque: carreira

A profissional possui mais de 15 anos de experiência no mercado de hotelaria. Ela começou sua trajetória na Hotéis do Sol. Na sequência, trabalhou na Hotéis Othon, indo a seguir para Atlantica Hotels, onde permaneceu por 10 anos. 

Antes de chegar ao Grupo Rio Ave, Joselma atuou na Vert Hotéis. A executiva tem formação em Turismo pela PUC Recife (Pontifícia Universidade Católica de Recife) e é pós-graduada em Hotelaria pelo Senac Recife.

(*) Crédito da foto: divulgação/Bugan

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