Juma Ópera (AM) mira 70% de ocupação ao final de 2020

Juma Ópera - Debora Aguiar e Caio FonsecaDebora e Fonseca: decoração do hotel tem inspiração na cultura local

Os primeiros dias de operação do Juma Ópera, em Manaus, vêm sendo positivos. Em funcionamento desde 2 de fevereiro, o hotel vem tendo, em média, 15 dos seus 41 quartos ocupados diariamente. A informação é de Caio Fonseca, sócio do empreendimento, que conversou com jornalistas hoje (12), no Figueira Rubayat, em São Paulo.

Segundo Fonseca, a meta é encerrar o ano com 70% de ocupação e, para tal, algumas estratégias comerciais já estão sendo pensadas. “O Juma Lodge já tem 20 anos e, no período, conseguimos construir um nome no mercado, principalmente internacional. Então, estamos otimistas que isso atraia hospedagem para o Juma Ópera também", comentou.

“A ideia é vender pacotes com hospedagem para os dois hotéis. Neles, os hóspedes poderiam usufruir do Juma Ópera na ida ou na volta”, explica Fonseca, destacando que o hotel vem trabalhando com tarifas que variam de R$ 1 mil e R$ 1,5 mil.

Já os 60 colaboradores que atualmente dão expediente no hotel foram recrutados no estado. Todos eles passaram por treinamento com Gabriela Otto, da GO Consultoria. "Podemos aumentar o tamanho da equipe para 80 colaboradores na alta temporada", acrescenta Fonseca. 

Juma Ópera: o projeto

Orçado em R$ 25 milhões, o hotel é a conclusão de um plano iniciado há mais de 10 anos. Isso porque o projeto previa a recuperação e reforma de um casarão do século XIX e de um prédio dos anos 1970, o que demandou muitos cuidados. Histórico, o primeiro hospedou o ex-presidente americano Theodore Roosevelt, quando este esteve em Manaus em 1913.

O projeto de arquitetura, que inclui o retrofit do casarão e a construção do edifício anexo, foi do arquiteto Roberto Vinograd, com apoio local de Landa Bernardo. Já o design de interiores ficou a cargo de Debora Aguiar. Presente ao encontro, a profissional conta que todo conceito do trabalho passou por explorar o conceito de sustentabilidade.

“Por isso, usamos muitos materiais naturais da região, além de peças do artesanato indígena, como cestarias, que estão espalhadas por todos os ambientes”, explica. “O maior desafio era como unir a infraestrutura histórica do imóvel com uma modernidade, imprimindo atualidade ao projeto. Apostei na linguagem mais contemporânea, pincelando com materiais como madeiras de reaproveitamento e fotos da natureza e da cultura local”, completa.

A&B

A gastronomia é uma das apostas do Juma Ópera para cativar os hóspedes. A chef Sofia Bendelak foi escalada para desenvolver as criações do restaurante Ópera. “A Sofia é uma chef renomada, já ganhou vários prêmios. Ela trabalha com pratos amazônicos, mas com toques contemporâneos. Exemplo: Aruanã, que é um peixe local, com salada de camarão ao curry”, disse Fonseca.

Já a decoração prestigia bastante os artistas locais. Debora conta que foram feitos contatos com tribos indígenas e que cada cesta é de um local da Amazônia. “Temos a ficha técnica de cada cestaria”, revelou. “O restaurante é também sonorizado. Aliás, todo o hotel tem som, até porque estamos de frente para o Teatro Amazonas. Nossa ideia é estar sempre integrado a ele, fazendo ações conjuntas como parcerias com orquestras. O convívio será frequente”, acrescentou Fonseca.

(*) Crédito das fotos: Peter Kutuchian/Hotelier News

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