MTur: até setembro, gastos de turistas estrangeiros desaceleram para 3,5%

MTurPraia do Santinho, em Florianópolis (SC)

De janeiro a setembro, os gastos dos turistas estrangeiros no país totalizam US$ 4,51 bilhões, informa o MTur (Ministério do Turismo). O valor representa alta de 3,5% frente aos US$ 4,36 bilhões registrados em igual período de 2017. Em uma comparação com o acumulado até julho, o indicador apresenta desaceleração. Até o sétimo mês do ano, o crescimento verificado era de 4,53%.

Apesar da expansão no acumulado de 2018, setembro em si não teve resultado positivo. No mês, os gastos estrangeiros recuaram 8,28% frente igual período de 2017. No total, foram injetados US$ 373 milhões em divisas no Brasil, contra US$ 407 milhões no ano passado. Para chegar aos dados, o MTur se baseia em números do BC (Banco Central). A instituição, por sua vez, leva em conta compras realizadas com cartão de crédito e trocas oficiais de moeda.

Vale destacar que, segundo estudo divulgado ontem (25) pelo WTTC (Conselho Mundial de Viagens e Turismo, na sigla em inglês), Hong Kong e Macau são os destinos que mais recebem gastos de visitantes internacionais no mundo. Dubai, Nova York, Bangkok, Cingapura, Shenzhen, Istambul, Miami e Londres aparecem na sequência.

MTur: avaliação

Setembro também foi marcado por queda significativa no volume de despesas dos brasileiros no exterior. Segundo o MTur, o declínio verificado – o maior do ano – foi de 30,7%. Os gastos de viajantes nacionais chegaram a US$ 1,19 bilhão, contra US$ 1,72 bilhão somados em igual período de 2017.

Para Vinicius Lummertz, ministro do Turismo, a alta do dólar frente ao real certamente contribuiu para a redução dos gastos brasileiros no exterior. Na avaliação de Lummertz, esses recursos podem ser direcionados para o mercado doméstico.

"Há motivos de sobra para revertermos o gasto do brasileiro para dentro do Brasil. Primeiro porque este é um país completo – dos parques às praias, das metrópoles ao turismo rural”, pontua o ministro. “Segundo, a variação cambial cria incertezas na viagem ao exterior, o que não acontece em uma viagem planejada dentro do Brasil. E, por último, temos uma economia em recuperação e destinos cada vez mais preparados", completa.

(*) Crédito da capa: JESHOOTScom/Pixabay

(**) Crédito da foto: Daniel Vianna/MTur

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