“Não me vejo trabalhando em outra área", diz Diogo Aragão, gerente de Alimentos & Bebidas do Hotel Jatiúca

Diogo Pereira Aragão atua em A&B há mais de dez anos
(foto: Peter Kutuchian)

Formado em Hotelaria pela Universidade Anhembi-Morumbi, em 2007, Diogo Pereira Aragão, está como gerente de Alimentos & Bebidas do Hotel Jatiúca, em Maceió, no Estado de Alagoas. Paulistano, ele começou, em 2004, como estagiário do antigo Sonesta Ibirapuera, propriedade operada atualmente pela Meliá na capital paulista, de onde saiu como supervisor do restaurante, em 2007. 

“Não me vejo trabalhando em outra área é agradeço pelo gerente de RH que identificou em mim esse potencial, pois eu tinha ido para preencher uma vaga de estagiário na Recepção, e desde o começo me identifiquei com o setor de alimentos e bebidas, foi amor à primeira vista e continuo gostando muito do meu trabalho”, diz Aragão.

De São Paulo ele seguiu para Sergipe para enfrentar o desafio em ser assistente de A&B do Starfish Santa Luzia, também gerida na época pela SuperClubs e hoje administrada pela GJP. 

Em 2010, Diogo foi para Búzios, como coordenador de A&B do Breezes (atualmente com a marca Blue Tree), e dois anos depois mudou para Angra dos Reis, também no Estado do Rio de Janeiro, para fazer a implantação do sistema all inclusive do resort da Meliá. 

No mesmo ano, ou seja 2012, ele voltou para São Paulo, onde trabalhou nas unidades da Blue Tree Paulista e Morumbi, como coordenador da área de A&B, e em 2013 assumiu a gerência do setor no Jatiúca, onde coordena uma equipe de 100 colaboradores.

Você acredita que a função de gerente de A&B está em extinção? Nos hotéis de grande porte e, principalmente, nos resorts, acredito que não, pois é necessário saber trabalhar com foco nos custos, na operação e na entrega. Na maioria dos resorts as tarifas incluem as três refeições e é preciso saber ter um equilíbrio nos custos, na produção e no atendimento. Estes três quesitos são cruciais para que o departamento de A&B potencialize os resultados e agrade os hóspedes, pois a expectativa deles é muito alta quando a alimentação faz parte do pacote”, explica o executivo.

Quais são os maiores desafios no teu setor? “A padronização do produtos entregues, o atendimento e a criação constante de novos atrativos para os clientes. Temos trabalhado muito no treinamento dos atendentes e os hóspedes têm avaliado positivamente suas experiências. Realizamos várias implementações no Jatiúca como a troca do chocolate na abertura de camas por doces típicos e variados da região, todos os dias os mimos são diferentes. Implantamos também o conceito de finger-food nos eventos, a gastronomia molecular e trouxemos para o hotel o melhor restaurante peruano do Brasil, o Wanchako, que opera em Maceió há 19 anos”, relata Aragão.

Segundo ele, outra ação que surtiu um efeito positivo foi a implantação do Map flexível. “Nossos hóspedes podem optar pelo jantar ou almoço, diferente da maioria dos resorts que opera somente com café-da-manhã e jantar. Assim, os clientes podem desfrutar de momentos variados na cidade e não ficarem presos aos horários”, diz.

O que planeja para sua carreira? "Quero daqui a uns cinco anos poder assumir, como gerente geral, um hotel mid-scale ou até de categoria luxo. Tenho tido na minha vida grandes professores e ainda estou na fase de aprender, para depois poder implantar e auxilar outros meios de hospedagem a melhorar suas performances", finaliza.

Diogo Aragão é casado, não tem filhos e como hobbie gosta surfar, caminhar na praia com seu cão e ler livros sobre a hotelaria e enogastronomia.

Serviço
hoteljatiuca.com.br

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