PIB brasileiro mantém ritmo de 2017 e cresce 1,1%

PIB 2018- resultadosDesempenho foi inferior às expectativas iniciais

Em 2018, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu 1,1%, segunda alta anual após dois anos de retração. Os números foram divulgados hoje (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em valores, a geração de riquezas do ano passado foi de R$ 6,8 trilhões. Já o PIB per capita (por habitante) teve incremento de 0,3% em termos reais, somando R$ 32.747 no período.

Os dados apontam uma economia ainda frágil. Comparado às expectativas no início de 2018, o resultado foi decepcionante, com o PIB vindo abaixo do esperado. Ao longo do ano, episódios como Copa do Mundo, eleições, piora do cenário internacional (guerra comercial EUA e China) e a greve dos caminhoneiros, foram revisando para baixo as estimativas.

O PIB representa a soma de todos os bens e serviços de uma nação e serve como um dos maiores indicadores da economia. Se mantendo no mesmo patamar de 2012, os dados mostram que a recuperação segue em ritmo lento e abaixo do nível de pré-recessão.

PIB 2018: setor de serviços

Responsável por 75,8% do PIB nacional, o setor de serviços apresentou alta de 1,3% em 2018. Todas as atividades do segmento fecharam o ano com taxas positivas, principalmente o mercado imobiliário (3,1%) e comércio (2,3%). Já a demanda de consumo de famílias expandiu 1,9%.

Mesmo com números abaixo do esperado, praticamente todos os componentes do PIB registraram alta. Apenas o mercado de construção civil apresentou queda de 2,5%, a quinta  consecutiva.

O início de 2019 já apresentou ritmo enfraquecido. Mesmo com o crescimento da confiança de empresários e consumidores, o ano por hora registra desempenho inferior ao esperado. Essa decepção ocorreu em todos os setores: varejo, serviços e indústria. Os dados do mercado de trabalho também foram considerados preocupantes. 

Em 2018, a taxa média de desocupação foi de 12,3%, pouca diferença em relação ao número em 2017, 12,7%. Só no mês de janeiro, a taxa de desemprego subiu para 12%, o que representa 12,7 milhões de trabalhadores, segundo o IBGE.

Nas últimas semanas, os bancos começaram a mudar suas projeções para baixo em relação ao crescimento da economia em 2019. O Itaú, por exemplo, baixou a previsão de crescimento do PIB de 2,5% para 2%. No geral, o mercado financeiro projeta uma alta de 2,48% este ano, segundo a pesquisa Focus do Banco Central.

(*) Crédito da foto: Geralt/Pixabay

(**) Crédito da foto: Nosheep/Pixabay

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