Porto Seguro (BA) quer salto na ocupação de 65% para 78%

Praia do Cruzeiro, por onde, segundo historiadores,
Pedro Álvares Cabral entrou no Brasil

(foto: images.google.com.br)

 
O destino Porto Seguro, no sul da Bahia, possui 140 mil habitantes e muito sobre a história do Brasil, mas foi o ritmo do axé que o consagrou entre os turistas. Só este ano, a expectativa da Secretaria de Turismo da cidade é de receber cerca de 1,26 milhão de visitantes, número que ultrapassa em cinco pontos percentuais o obtido em 2007.
 
Por Rhaiane Sodré
 
 
Show no complexo de lazer Axé Moi
(foto: alemtemporeal.com.br)

“O mercado, de 2003 para cá, teve um impacto no turismo doméstico devido à agressiva campanha realizada por outros destinos do Nordeste, como Fortaleza. Agora sinto que ocorre uma retomada com o início do trabalho voltado para o segmento de eventos”, acredita Geovson Magno, consultor comercial da rede Porto Firme Hotéis e diretor da Associação Comercial de Porto Seguro.


Inserir uma nova atividade como oferta nos hotéis na cidade não é uma tarefa fácil, já que os meios de hospedagem do local não possuem colaboradores capacitados com a exigência que o mercado precisa. “A estrutura física é positiva, com equipamentos modernos, mas a necessidade de mão-de-obra para atingir este segmento é notória”, diz Magno.

Terceiro maior pólo hoteleiro do país, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro e de São Paulo, respectivamente, possui 38 mil leitos e muitas opções de hospedagem de duas, três e quatro estrelas, porém a presença de grandes redes é escassa. Há apenas a bandeira Best Western e a Tropical na praia de Taperapuã, em Porto, e o Club Med, um pouco mais adiante, em Trancoso. “A cidade não suporta mais os hotéis com as categorias abaixo de cinco estrelas. Resorts e redes consagradas no mercado seriam muito bem vindos, inclusive para motivarem a concorrência ao oferecerem melhores serviços”, destaca o consultor.
 
 
Casas no centro histórico. As fachadas são
tombadas pelo patrimônio público
(fotos: Rhaiane Sodré)


Ainda segundo Magno, a ocupação da cidade gira em torno de 65%. “Buscamos o resultado de 78% e, para isso, estamos participando de feiras no Brasil e contribuindo de forma direta para a captação de grandes congressos. Ações específicas em alguns estados junto com agências de viagens também estão acontecendo”, explica. A região Centro-oeste é a aposta para a próxima alta temporada, que acontece de 25 de dezembro a 15 de março.

 

Mesmo com uma grande opção de praias paradisíacas e sendo considerado um dos mais importantes pontos turísticos do Brasil, Porto Seguro ainda registra carência em pontos essenciais para o setor. O aeroporto local, por exemplo, possui uma pista que dificulta o acesso por não suportar a decolagem do avião completamente abastecido. Além disso, o destino pede uma abrangência maior de vôos, principalmente internacionais, que são obrigados a se deslocarem para as capitais próximas, o que acaba dispersando todo o trabalho de divulgação local.

Vista panorâmica do aeroporto e da cidade
(foto: i84.photobucket.com)

“Já temos um novo projeto de aeroporto com 3 mil metros de pista com previsão de seis anos para conclusão. Para o atual contamos com um estudo e recurso de R$ 12 milhões para uma ampliação de mais 250 metros e construção de um novo terminal de passageiros”, explica Paulo César Magalhães, secretário de Turismo de Porto Seguro.

Manter o forte mercado brasileiro, que representa 95% da ocupação local - 45% tem origem em São Paulo, 25% em Minas Gerais e o restante no Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro -, é o objetivo do destino.

Praça no centro de Porto Seguro
(foto: tgonline.com.br)

“Vivemos um momento complicado pela super valorização da moeda brasileira, o que faz com que outros países sejam mais procurados. Acho necessário fazer um forte trabalho de marketing para trazer de volta os turistas para Porto Seguro, já que o nosso índice de reincidência é de cinco vezes. Buscar aumento de estrangeiros seria fundamental, mas encontramos dificuldade por causa da malha aérea e da estrutura do aeroporto”, diz Magno, destacando também que há oito anos o Rio foi um forte mercado emissor. “Perdemos cerca de 80% dessa fatia. É essencial que esses visitantes voltem, pois os cariocas consomem bastante e não causam problemas. Falta realizar uma melhor campanha na capital fluminense e trabalhar em conjunto com o poder público”, finaliza.
 
 

Geovson Magno, consultor comercial da rede Porto Firme Hotéis e diretor da Associação Comercial de Porto Seguro

 

Segundo Magalhães, trabalhar o destino Porto Seguro com quatro opções em uma só, tendo em vista a proximidade de Arraial D'Ajuda, Trancoso e Vila de Caraíva, é uma idéia que agrega valores positivos.

 

O destino acabou sendo popularizado com a comercialização pela empresa CVC, que oferece pacotes promocionais com valores acessíveis e possibilidade de parcelamento.

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