Rede Mercure registra bom resultado no Rio e anuncia novo hotel

Cleonice Cantele
(fotos: Rhaiane Sodré)
 
A rede Mercure Apartments está presente no Rio de Janeiro com cinco empreendimentos, que possuem os mesmos índices de ocupação e se destacam pela localização privilegiada: quatro ficam na Zona Sul da cidade e um, recém inaugurado, em Niterói. Todos possuem amplo espaço nos apartamentos (com sala e cozinha) e grande foco no mercado corporativo.

Nesta entrevista, Cleonice Cantele, gerente regional de Operações Mercure Apartments da região sudeste, revelou à equipe do Hôtelier News resultados obtidos em 2008 e projetos para o próximo ano.

Com grande paixão pelo que faz, a profissional enfatiza a importância de ter dedicação em trabalhar na área, bem como gostar de pessoas e servir, já que a todo tempo existe contato, seja com colaboradores ou hóspedes. O início da carreira de Cleonice foi em Florianópolis, Santa Catarina, trabalhando em hotelaria familiar no ano de 1994 e seguindo para a grande rede Accor em 2000. No Rio há cinco anos, já atuou na área comercial e na gerência geral das unidades de Botafogo e Ipanema.

Confira abaixo como foi este bate-papo.
 
Por Rhaiane Sodré
 
Hôtelier News: Em um ano tão atordoado para o Rio de Janeiro, com a epidemia da dengue e a crise global, qual o resultado da rede Mercure? As metas de 2008 foram atingidas?
Cleonice: Nos meses abril e maio sentimos uma queda na ocupação principalmente do corporativo, pois as empresas preferiram preservar os seus colaboradores em virtude da dengue. O segundo semestre do ano foi mais aquecido e contribuiu para que recuperássemos os resultados. O acumulado das unidades Mercure Apartaments do Rio (Arpoador, Botafogo, Ipanema, Leblon, e Niterói) fechou entre 75% e 85%, resultado esperado e orçado pela rede. Em 2007, a média variou entre 70% e 83%.
 
HN: Qual a taxa de ocupação oscilada entre janeiro e novembro deste ano? E qual é o perfil dos hóspedes?
Cleonice: No primeiro semestre oscilou em 70%, já nos cinco últimos meses o resultado das taxas de ocupação acumuladas subiu 20%. Eventos na cidade contribuíram para que o segundo semestre registrasse maior procura de hospedagem nos finais de semana. O corporativo possui a representação de, aproximadamente, 90% nas unidades Mercure da capital fluminense e a a procura é de brasileiros das principais capitais do país, com destaque para São Paulo, com 85% do total, e os demais 15% divididos entre os mercados americano e europeu.
 
Buscamos mesclar os dois segmentos e, para isso, trabalhamos bem os canais de distribuição e realizamos parcerias. Apostamos no destino, nas facilidades de pagamento e nos amplos apartamentos, que possuem sala e cozinha, para aumentar a procura de famílias nos finais de semana.
 
 
 
HN: Os hotéis cariocas da rede receberam melhorias em 2008?
Cleonice: Constantemente buscamos manter o produto atualizado e no padrão midscale das unidades. A idéia é fazer com que os hotéis fiquem dentro do perfil dos clientes e que os mesmos não se apresentem defasados, gerando insatisfação dos hóspedes e espaço para a concorrência. Algumas melhorias, como troca de TV normal para LCD e mudança nos mobiliários, foram efetuadas. O empreendimento de Ipanema irá receber as mesmas modernizações no ano que vem, além da reestruturação de enxoval e mudança na decoração. Em Niterói assumimos a administração em dezembro de 2007 e, desde então, fizemos investimentos para que o produto ficasse no padrão da marca.
 
Mercure Niterói Orizzonte
 
Outra novidade é a continuidade do projeto Momentos, que já apresenta no café displays explicando a importância da refeição e dicas de alimentação, e boas-vindas oferecendo frutas na recepção no momento do check-in, por esta ser saudável e combinar com o clima local. A ampliação vai acontecer no Momento saúde, que além de já possuir displays com dicas no fitness center, será ampliado com apoio de água e profissionais em diferentes pontos do Rio de Janeiro para que o hóspede possa fazer exercícios pela cidade tendo contato com a natureza com mais segurança e comodidade.
 
 
Momento boas-vindas do Mercure no balcão da recepção
 
Objetos vendidos nas unidades buscando agregar
conceito à marca junto aos hóspedes
 
HN: Existe projeto de novos empreendimentos Mercure na capital fluminense?
Cleonice: Sim. Será na baixada fluminense, mais precisamente no centro de Nova Iguaçu. A previsão é de que fique pronto em dois anos e iremos entrar com a administração. Acreditamos que a região está crescendo e que o pólo de empresas presentes na área é grande. Outro ponto favorável é a pequena oferta de hotéis no destino, o que possivelmente irá gerar resultados mais favoráveis para os investidores e a rede Accor.

HN: Em outros destinos a rede também programa novos hotéis?
Cleonice: Não tenho detalhes, mas até 2010 Goiânia, Salvador e Maceió terão unidades Mercure em operação.
 
HN: Existe algum serviço diferenciado que a rede quer implantar?
Cleonice: Buscamos todos os anos evoluir os conceitos da marca, que devem acompanhar as necessidades dos nossos clientes e as tendências da globalização, mas sem mudar o perfil da rede. O cartão fidelidade é uma ferramenta interessante de ser citada, pois proporciona credibilidade ao grupo ao possibilitar o acúmulo de pontos com resgate em diárias grátis.
 
Desde 2000 realizamos o projeto Mercure mais cultura, em que a rede apóia e incentiva a atividade no Brasil todo, além de oferecer diárias com descontos para os clientes que apresentarem tíquetes de teatro ou cinema. A iniciativa tem dado muito certo e queremos que seja ampliada cada vez mais. Outro projeto interessante é o apoio ao Retiro dos Artistas. Nele, R$ 1 das diárias de todos os hotéis da rede no dia 19 é revertida para a entidade.
 
Mercure Ipanema, localizado próximo à praia

HN: Qual a expectativa para o Natal e réveillon deste ano? A ocupação dos hotéis será maior do que a do ano passado?
Cleonice: O Natal não é muito o foco dos nossos clientes, que acabam vindo para o Rio após a data. No ano passado, teve a crise aérea que atrapalhou um pouco a ocupação da época. A expectativa é de que registremos de 60% a 85%. 
 
O turista brasileiro conhece pouco o país, e geralmente nessa época recebemos muitos visitantes que moram próximo ao Rio mas que nunca estiveram na capital. Com a alta do dólar, a presença desse turista deve aumentar. Afinal, muitos que planejavam viajar para o exterior vão acabar ficando por aqui. Como o réveillon é a data mais comemorada do ano, é uma ótima oportunidade para se hospedar na cidade, nas unidades do Mercure, que ficam próximas aos festejos e permitem que o cliente vá a pé às praias e pontos turísticos da cidade.

HN: Qual você acredita ser a importância da participação em feiras? A rede está presente neste tipo de evento?
Cleonice: Participamos nas que possuem o foco de nosso interesse, que são os negócios. Acho fundamental estar presente para divulgação do produto e estreitamento de relações. Como a rede é francesa, também estamos presente em feiras no exterior.

HN: Como é feita a comercialização dos empreendimentos da rede? Há necessidade de investimento na área para 2009?
Cleonice: Nossos canais de distribuição são a central de reservas em São Paulo, que atende toda a América do Sul, a internet, agências de viagens e as equipes Mercure nacional e regional, trabalhando a importação e exportação de clientes. Estamos satisfeitos com o resultado obtido.

HN: Em relação aos colaboradores dos cinco hotéis Mercure Apartments do Rio, eles recebem constantes treinamentos?
Cleonice: A rede possui um plano anual para todos os níveis, desde a base operacional até os cargos gerenciais. Acreditamos que bom atendimento é uma obrigação em hotelaria zelando sempre o conceito e a cultura do produto, bem como o do cliente que busca o serviço. Possuímos 200 colaboradores diretos nas cinco unidades que participam da pesquisa de clima da Accor com o objetivo de alinhar metas.
 

HN: Quais são as expectativas para o próximo ano? Metas e novos projetos?
Cleonice: São sempre positivas e esperamos que os resultados sejam ainda melhores que 2008. Sabemos da grande interrogação do momento causada pela crise global, mas estamos trabalhando bastante junto às empresas com foco na fidelização e perfil do hóspede. Não conseguimos mensurar ainda a dimensão da crise, mas acredito que o primeiro trimestre poderá dizer qual caminho devemos percorrer.
 
Estamos trabalhando em cima das expectativas e previsões de especialistas na área sabendo que a crise irá repercutir de alguma forma, positiva ou não, em todos os setores. Mas só conseguiremos mensurar mais para frente e, assim, mudar estratégias se necessário.
 

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