Relatório da Resorts Brasil mostra alta de 14% na receita média de resorts

Cestrone confia num 2019 mais positivo

Os resorts seguem representando um símbolo de prosperidade inserido no cenário do turismo e hospitalidade no Brasil. Em levantamento trimestral divulgado hoje (9), a Resorts Brasil (Associação Brasileira de Resorts) mostra isso em números. De acordo com o relatório, durante o terceiro trimestre de 2018, a receita média desses empreendimentos subiu 14,9% numa comparação feita com igual período no ano passado. 

O indicador leva em consideração um universo de 47 meios de hospedagem afiliados à organização. E é parte do estudo "Resorts em Números".

Um outro número positivo apontado no levantamento diz respeito ao TRevPar – receita total por quarto disponível. Nesse índice, em específico, houve crescimento nominal de 8,79%, e crescimento real de 3,5%; sempre levando em consideração a comparação entre julho, agosto e setembro dos anos de 2018 e 2017.

Os resultados concernentes à ocupação foram o que destoou aos demais dados. a taxa de quartos preenchidos no período foi de 57,3% num recuo de 2.2 pontos percentuais. Os recuos foram mais significativos nos meses de julho e agosto. Nos dois meses houve queda de 6,6% na comparação com o ano anterior.

Expectativa para o mercado de resorts

Alberto Cestrone, presidente da Resorts Brasil, comenta que o relatório deixa empresários do setor confiantes para a temporada 2019. "Os números mostram que estamos no caminho certo e, acompanhado de uma possível guinada da economia brasileira. A expectativa é que cresceremos ainda mais", diz. 

Parte do otimismo do dirigente está atrelada à mudança de governo. De acordo com nota da associação, a vinda de um presidente da República que em campanha valorizou o potencial do turismo no Brasil e manteve o Ministério do setor, faz com que os resorts vislumbrem um cenário positivo. 

Como sinal de que o setor está confiante, a organização salienta ainda um dado: houve crescimento no número colaboradores contratados em resorts. O aumento foi de 4,98% (chegando a 1,41 colaborador por unidade habitacional).

Em breve, a associação deve divulgar os dados totais do ano e também os relativos ao final de 2018.

(*) Crédito da foto: arquivo HN

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