Resorts Brasil: malha aérea e queda do turismo argentino afetam o setor

Resorts Brasil- quedaDomingues: não tenho dúvidas que o setor vai se recuperar até o fim de 2019

O mercado de resorts sentiu na pele as consequências da suspensão das operações da Avianca e da queda do turismo argentino. Segundo a Resorts Brasil, o primeiro trimestre não correspondeu às expectativas fechando com queda de 11,5% na taxa de ocupação comparado ao mesmo período em 2018. 

Segundo Ricardo Domingues, diretor executivo da entidade, o número de viajantes oriundos da Argentina foi um dos piores em 10 anos. “O setor sofreu queda devido a essas duas variáveis. O mercado argentino é volumoso e contribuiu para uma retração expressiva”, lamenta. 

Em contrapartida, o setor hoteleiro como um todo vive um momento positivo no país. De acordo com dados da FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil), de janeiro a março a taxa de ocupação de grandes hotéis – que também atendem o turismo de negócios – aqueceu 4,8%. “São demandas e mercados distintos para fazer uma base de comparação. Estávamos otimistas com a mudança de governo, mas infelizmente os resultados não foram os esperados”, afirma Domingues.

Resorts Brasil: expectativas otimistas

Apesar do cenário complicado, Domingues garante que até o final deste ano o setor conseguirá se reerguer. “Vamos buscar novos mercados. Com a alta do dólar, o brasileiro evita o turismo internacional, o que é muito benéfico para nós”, diz. Segundo o diretor, a chegada de novos players no mercado, como a Air Europa, deve auxiliar na readequação da malha aérea e incentivar o fluxo de turistas domésticos. “Tenho certeza que vamos nos recuperar. No segundo semestre essas questões devem ser regularizadas”, complementa. 

(*) Crédito das fotos: Divulgação/Resorts Brasil

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