Setor de serviços cresce em janeiro, mostra PMI

Setor de serviços - garçom capaOtimismo com o setor atingiu nível mais alto em 3 meses

O volume de negócios cresceu no ritmo mais forte em seis anos, com o setor de serviços mantendo-se em crescimento em janeiro. Além disso, o otimismo futuro atingiu o nível mais alto em três meses, aponta a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), divulgada hoje (5). Em novembro, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o setor ficou estagnado.

Segundo a Reuters, o PMI de serviços brasileiro avançou ligeiramente a 52 em janeiro, ante 51,9 em dezembro. O IHS Markit destacou também o crescimento mais forte da produção em 11 meses, destacando também que leituras acima de 50 indicam expansão.

O volume de novos negócios se expandiu pelo quarto mês seguido, e em todas as cinco categorias monitoradas. De acordo com o IHS Markit, o mercado doméstico puxou a alta, uma vez quer as exportações caíram pela segunda vez consecutiva. “A estabilidade econômica, as reservas domésticas melhores e o cenário político favorável foram alguns dos fatores citados para o aumento da atividade”, informa a empresa.

Setor de serviços: mais dados

O setor de Informação e Comunicação teve a expansão mais rápida na atividade de negócios entre os segmentos monitorados. Na direção contrária, o segmento de Transporte e Armazenamento teve contração. 

Ainda de acordo com a pesquisa, os fornecedores de serviços relataram crescimento das despesas em janeiro, com preços mais altos pagos por energia, combustíveis, carne, vegetais e equipamentos de aluguel. Embora o ritmo de alta dos preços tenha sido o mais lento em quatro anos, as empresas ainda assim buscaram reduzir os custos. Nessa linha, cortaram empregos pelo terceiro mês seguido.

Os preços cobrados pelos fornecedores de serviços subiram à mesma taxa de dezembro. Enquanto algumas empresas repassaram as cargas de custos mais elevadas aos clientes, outras mantiveram os preços cobrados devido a reduções bem-sucedidas de custos, a uma moeda relativamente forte e a um impulso nas vendas.

Sobre as perspectivas para daqui a 12 meses, o otimismo atingiu a máxima em três meses. Os entrevistados citaram condições econômicas melhores, novas parcerias, mudança de governo e as previsões de novas melhorias na demanda.

(*) Crédito da capa: kaicho20/Pixabay

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