Setor de serviços volta a crescer, aponta PMI

Setor de serviços - PMI em julho_internaDados do FOHB mostram que a hotelaria vem se recuperando gradualmente

Após três meses de retração, o setor de serviços voltou a crescer em julho, divulgou hoje (5) o IHS Markit. Dados do Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) apontam que o segmento subiu a 52,2 pontos. O indicador supera novamente a marca de 50 pontos, que separa crescimento de contração, após bater 48,2 no mês anterior.

Segundo a instituto de pesquisa, a alta pode ser explicada pelo aumento na demanda e a conquistas de novos clientes. Ainda assim, o IHS Markit pondera que houve cortes de empregos e quedas nas exportações no mês passado. A expansão dos serviços ajudou a compensar a contração na indústria, com o PMI Composto subindo a 51,6 em julho, ante 49 em junho.

A pesquisa mostrou que o volume de entrada de novos negócios de serviços cresceu em julho pela primeira vez em nove meses. Destaque para as categorias de Serviços ao Consumidor e de Finanças e Seguros. A demanda externa, contudo, caiu no ritmo mais rápido desde setembro de 2018, com citações específicas de vendas fracas para a Argentina.

“Os resultados coletivos, entretanto, mascaram as divergências marcantes. Os problemas das tensões comerciais globais e o enfraquecimento do crescimento, junto com questões políticas e econômicas domésticas, pressionaram a produção industrial para uma contração no início do terceiro trimestre”, comentou Pollyanna de Lima, economistas do IHS Markit.

Setor de serviços e outros dados

Apesar do crescimento do setor em julho, o nível de empregos caiu ainda mais em julho. Com isso, o segmento chegou a cinco meses de contração, com iniciativas para diminuir despesas. Várias empresas, entretanto, contrataram pessoal adicional devido ao crescimento das vendas.

Já a inflação se moderou, chegando ao ponto mais fraco em quatro anos e meio. Ainda assim, alguns fornecedores de serviços aumentaram suas taxas cobradas diante do repasse de cargas de custos mais elevadas aos clientes. Na contramão, outras empresas ofereceram descontos na tentativa de conquistar novos trabalhos.

A confiança em relação aos negócios chegou em julho ao pico de quase seis anos, com as empresas vendo condições econômicas melhores, políticas públicas favoráveis, parcerias, investimentos e novas licitações.

(*) Crédito da capa: Jason Briscoe/Unsplash

(**) Crédito da foto: BM10777/Pixaba

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