Shangri-La Singapore: oásis da hospitalidade oriental

Profissional da hospitalidade, o capitão-porteiro indiano Krishna dá as boas-vindas no Valley Wing, ala mais luxuosa do Shangri-La Singapore

A história da rede Shangri-La tem início em 1971 com a inauguração do Shangri-La Cingapura. O nome é inspirado no lendário paraíso descrito no livro Lost Horizon (Horizonte Perdido), de James Hilton, lançado em 1933, e que teve duas versões cinematográficas, a primeira, de 1937, dirigida por Frank Capra, e a última (1973), filmada por Charles Jarrott. Talvez você não tenha visto o filme, mas eu tive o privilégio em assisti-lo na tela grande, no mesmo ano do lançamento, no cine Paissandú, no centro de São Paulo. O filme conta com a direção musical de Burt Bacharah com letras de Hal David, uma dupla que fez bastante sucesso naquela época. Até hoje, lembro bem das canções, que marcaram minha pré-adolescência.

Mas, voltando à rede Shangri-La, ela pertence a um grupo baseado em Hong Kong e foi criada com os preceitos do oásis citado na obra de Hilton: desenvolver um hotel repleto de áreas verdes, jardins bem cuidados e água corrente, e com os serviços da mais gentil hospitalidade.

Fazem parte do complexo Shangri-La as alas Valley Wing, à esquerda, Tower, a mais alta no centro, e a Garden, a mais baixa, à direita (foto: divulgação)

O Shangri-La Singapore foi o primeiro da rede, tendo portanto 42 anos de operação. Conta com três alas, Tower, Garden e Valley, esta última considerada a mais luxuosa de todas, com entrada independente e mimos exclusivos como a degustação de espumantes, vinhos e canapés a qualquer momento no seu suntuoso lobby, repleto de lustres de cristais e obras de arte. Foi na Valley Wing que nossa reportagem ficou hospedada, a convite do Bureau de Turismo de Cingapura.

Construído em 1985 e completamente reformado em 2003, de porte clássico e luxuoso, o hotel está localizado em um bairro muito arborizado e bem próximo a Orchard Road, que concentra as principais lojas de luxo da cidade e também vários centros comerciais. Atualmente a rede hoteleira conta com 82 unidades espalhadas na Ásia, Oriente Médio e América do Norte, consolidando mais de 34 mil habitações. Iniciamos este In Loco Especial com as imagens da Valley Wing, e em seguida mostramos o restante do complexo Shangri-La, em Cingapura.

Por Peter Kutuchian

Vista parcial do Lobby e da Recepção do Valley Wing

Assim que entramos no lobby, com pé-direito de dez metros, do Valley Wing podemos perceber que se trata de um hotel luxuoso. Todo o espaço é revestido com mármore Carrara e várias obras de arte estão expostas em suas dependências. Há um grande mural perto da recepção retratando os vales e árvores de Shangri-La retratadas no livro. Quatro grandes lustres de cristal iluminam o espaço onde os hóspedes se concentram para curtir um drinque ao som da harpa.

Nos dirigimos ao elevador e nos deparamos com a inscrição Wednesday no tapete fazendo nos lembrar que é quarta-feira. Sim, o tapete é substituído todos os dias, nos passando uma sensação inusitada de alegria.

O Valley Wing conta com 131 habitações, distribuídas em cinco categorias, Deluxe (105); Bedroom Suite (11); Deluxe Suite (12); Singapore Suite (2) e Shangri-La Suite (1), e suas áreas variam entre 57 m² e 346 metros quadrados. Ficamos hospedados numa habitação Deluxe, sendo bastante confortável para duas pessoas. Interessante o fato da gratuidade de alguns itens do minibar (exceto alcóolicos e snacks).

Alguns minutos depois da chegada ao apartamento, a camareira traz um caixa quadrada com um bule de chá, consolidando a tradição da hospitalidade oriental. Destaque para os controles de abertura das cortinas, estrategicamente disponibilizados ao lado da cama, a diversidade dos itens do minibar, da porcelana, qualidade de acabamento, dos amenities e da decoração.

Para o café-da-manhã, o Summit Room, no mesmo pavimento que o lobby, oferece itens comedidos na quantidade e fartos na qualidade e preparação. O local fica em frente ao gramado, possibilitando ao hóspede apreciar sua refeição matinal mirando alguns pássaros que aproveitam de seu habitat.

Alas Tower e Garden

Situado em uma propriedade de 40 acres, o Shangri-La Singapore conta com jardins com espécies trazidas de todo o planeta, os grandes gramados tranquilizam nossa vista, fazendo esquecer que estamos em uma das capitais mais pujantes da Ásia. O lobby com suas colunas centrais nos dá uma sensação de grandiosidade, à esquerda numa área em desnível fica o Lobby Court, onde os hóspedes e clientes conversam, bebericam ou simplesmente passam o tempo. Na área de eventos, que é dividida entre três pavimentos, quase 50 espaços permitem a realização dos mais variados tipos de encontros sociais e corporativos. O maior salão pode atender até 1 mil pessoas para banquetes, e a menor sala recebe até 24 participantes, no formato auditório.

Habitações

A primeira ala a ser construída foi a Tower, que disponibiliza 458 habitações nas categorias Deluxe (298); as Horizon Club Deluxe (75), Executive (18) e a Premier (66), visitada por nossa reportagem, além da única One Bedroom Suite. Já a Garden possui 158 quartos de quatro categorias, Deluxe (138), Executive (8), 1 Bedroom Suite (9) e Premier Balcony Suite (3), a qual visitamos.

Os hóspedes que escolhem a categoria Horizon Club desfrutam de algumas vantagens como transfer privativo do aeroporto, recepção no hotel por um dos seus executivos, check-in no apartamento, late check-out (16h), concierge exclusivo, uma bebida quente servida no quarto no horário solicitado para o despertar, além da utilização do club lounge para café-da-manhã além de outras vantagens.

A ala Garden não conta com um lobby específico e seus dois edifícios manifestam pelas sacadas a sua denominação, pois plantas parecem escorrer dos espaços. As habitações contam com amenidades e equipamentos que garantem uma estada confortável. Destaque para a Premier Balcony Suite, com muito espaço (131 m²) e um terraço com churrasqueira e banheiro de hidromassagem. A habitação Horizon Club Premier será em breve revitalizada porém não deixa nada a desejar, ao contrário, conta com bom tamanho (72 m²) e ambiente aconchegante e confortável. 

Gastronomia

Sete espaços gastronômicos fazem parte da infraestrutura do Shangri-La Singapore. São eles, restaurante Line e sua cafeteria, Lobby Court, Nadaman (japonês), Shang Palace (cantonês), Rose Veranda, especializado em chás e sobremesas, e Waterfall (mediterrâneo). The Line é como a maioria dos restaurantes dos grandes hotéis, pois oferecem a gastronomia das culturas que imigraram para Cingapura: chinesa, indiana, malaia e indonésia, além da ocidental. O espaço é agradável com tons laranja e branco. As estações com as devidas especialidades estão distribuídas pelo restaurante, propiciando o vai e vem dos comensais. O Waterfall fica sob um dos edifícios da ala Garden, em frente a uma queda d'água, daí o seu nome. Com um espaço acolhedor, oferece opções leves e descontraídas, como lanches e saladas, além daquelas que requerem maior preparação. 

Chi, o Spa da Shangri-La

"Chi" ou "Qi" no idioma chinês significa "energia da vida universal que controla o bem-estar e a vitalidade pessoal". A marca está presente em todos os hotéis de luxo da rede Shangri-La. O espaço salutar oferece massagens, terapias faciais e corporais, além das Chi's Journeys (jornadas), que podem demorar entre 60 e 180 minutos. Localizado reservadamente no nível do Lobby, sob um dos edifícios da Ala Garden, o local é calmo, com iluminação adequada e terapeutas de origem asiática. A experiência nos foi oferecida assim que chegamos ao hotel, pois, segundo a direção, o relaxamento e o bem-estar fazem parte da estada. 

Serviço
shangri-la.com  

* Fotos by Peter Kutuchian

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