Shared Ownership Investment Conference é aberta em São Paulo

Shared Ownership Investment ConferenceDeborah e Daou participaram da abertura com discursos e apresentando dados

O potencial do mercado de timeshare no Brasil e suas particularidades, sejam financeiras ou jurídicas, são temas do Shared Ownership Investment Conference, aberto hoje (1º) à tarde, em São Paulo. O encontro, promovido pela Interval International, é voltado para investidores, executivos da hotelaria e dos mercados financeiro e imobiliário. 

Na programação, os cerca de 150 participantes assistiram palestras e painéis sobre diferentes temas ligados ao desenvolvido dessa indústria, que, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas), movimentou R$ 1,2 bilhão em venda bruta no ano passado. Destaque do evento, a palestra de Caio Calfat, vice-presidente de Assuntos Turísticos e Imobiliários do Secovi-SP, aborda em detalhes a PL54, Projeto de Lei da Multipropriedade, que está em tramitação do Congresso Nacional.

Shared Ownership Investment Conference

Na abertura, falaram Marcos Agostini, vice-presidente executivo de Vendas Globais; George Daou, gerente de Vendas e Serviços de Resorts; e Deborah Arena, gerente de Vendas e Serviços de Resorts; os três da Interval International, que tem 50 empreendimentos afiliados no Brasil.

Em seu discurso, Agostini destacou que o Brasil, apesar da crise, é um mercado estratégico para a Interval International, com o terceiro maior crescimento global na indústria. O executivo destacou também que, após um um lapso de alguns anos, o evento retornou ao Brasil. "Devemos repetir em 2019, muito provavelmente com uma programação maior e dois dias de palestras", revela.

Na sequência, Daou mostrou as particularidades do mercado de férias compartilhadas, fazendo uma retrospectiva do setor, do seu início nos anos 1960, passando pela explosão dos anos 1970 e pela chegada no Brasil na década de 1980, até os dias de hoje. 

Shared Ownership Investment ConferenceAgostini destacou a importância do mercado brasileiro

Ele também explicou as diferenças dos segmentos de timeshare e multiproriedade no Brasil, que se diferencia pela questão do título de direito de uso e de propriedade do imóvel, respectivamente, para cada um deles. "No Brasil, houve um boom nos anos 1980, com grande interesse dos consumidores. A falta de legislação, contudo, afastou investidores nessa época. Com a Lei Geral do Turismo, em 2010, o interesse foi retomado", explicou.

Pesquisa dos associados

Deborah apresentou uma pesquisa feita este ano com associados da Interval International no Brasil. Chamado Perfil dos Afiliados 2018, o estudo aponta que 54% têm menos de 50 anos; 27% possui renda familiar de US$ 50 mil anuais, 94% são proprietários de residência primária. 

O levantamento mostrou ainda que 58% possuem casa de campo; 58% adquirem seu tempo compartilhado para menos de cinco anos; e 91% dizem que a funcionalidade de intercâmbio o tempo de férias compartilhadas é importante.

"Um dado importante mostra que boa parte dos nossos associados são casais com dois filhos. Então, para quem investe na construção de empreendimentos no setor, é fundamental desenvolver projetos com quartos maiores, que possam acomodar essa família, e com cozinha, por exemplo", afirma.

Outros dados também chamam atenção, caso dos motivos de compra. Entre os fatores estão, nessa ordem, questões como preço, localização, poder de negociação (intercâmbio das férias), amenidades dos resorts e tamanho da unidades e serviços prestados.

(*) Crédito das fotos: Vinicius Medeiros/Hotelier News

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