Sofitel Rio investe para conquistar mercado upper upscale


Entrada do Sofitel Rio de Janeiro
(fotos: divulgação e Rhaiane Sodré)
 

O Sofitel Rio de Janeiro, localizado na orla de Copacabana, é um dos empreendimentos do grupo Accor Hospitality na cidade maravilhosa. À frente da gerência geral, o francês Philippe Godefroit falou em entrevista exclusiva ao Hôtelier News sobre recentes e futuros investimentos do hotel dentre outras questões de mercado.

 
 
O francês Philippe Godefroit, gerente geral do Sofitel Rio
 
Com formação em seu país de origem, Godefroit trabalha no grupo Accor há 23 anos, sendo 13 deles no Brasil com passagens por cidades como Salvador e São Paulo. No Sofitel Rio há quatro anos, o executivo é apaixonado pelo que faz, mesmo sabendo que a profissão requer muita dedicação e presença. “É muito gratificante observar a satisfação dos hóspedes”, revela.

Uma das UHs do hotel 
 
Sua carreira teve início como chef de cozinha do grupo na Turquia, passando também pela África. A vontade de aplicar ainda mais os conhecimentos e liderar equipes falou mais alto e ele passou a atuar como gerente de Alimentos & Bebidas até chegar ao comando de mais de 400 colaboradores.
 

Por Rhaiane Sodré

 

Hôtelier News: Em outubro de 2007 o Sofitel concluiu remodelações iniciadas no ano anterior. Como foi esse investimento?

Philippe Godefroit: O principal objetivo do investimento de R$ 35 milhões que fizemos é reposicionar a marca, passando a trabalhar com o mercado upper upscale. E para conseguir atingi-lo é necessário ser mais moderno e sofisticado.
 

Os apartamentos ganharam nova decoração, mais conforto e tecnologia. Cada unidade passou a contar com o sistema My Bed, paredes à prova de ruídos, televisão LCD, DVD e opções de internet wi-fi ou banda larga. Além disso, a parte elétrica e o sistema de segurança também receberam investimentos.

 
 

 

HN: O que representou o ano de 2007 para a Sofitel?

Godefroit: Foi um ano muito positivo. Além das remodelações concluídas, conseguimos atingir a receita bruta de quase R$ 54 milhões com a metade do hotel em funcionamento e uma média, acima do esperado, de 67% de ocupação. Só em dezembro, quando tivemos diária média de R$ 520, faturamos R$ 6 milhões.

 

Os resultados financeiros são os objetivos dos acionistas e conseqüência de muito trabalho.

 

HN: Qual é o principal público do hotel?

Godefroit: Cerca de 73% dos nosso hóspedes são estrangeiros. Acredito que a boa localização, a qualidade do serviço e os profissionais conseguem atendê-los satisfatoriamente. Os brasileiros ficam em aproximadamente 27%. São Paulo, Minas Gerais e Brasília são os estados com maior representação.

 

Nosso perfil é voltado para o corporativo, responsável por 75% do nosso faturamento. Oferecemos o maior espaço para congressos e eventos da orla de Copacabana com capacidade para 2,5 mil pessoas.

 
Piscina do Sofitel e a praia de Copacabana ao fundo

 

HN: Muitos hotéis estão passando a buscar o mercado de eventos sociais. O Sofitel também tem essa intenção?

Godefroit: Já realizamos alguns eventos do tipo. É o caso do nosso baile de carnaval, o Bal Masqué.

 

HN: Qual o trabalho realizado pela Sofitel para conquistar hóspedes diante da grande concorrência na orla de Copacabana?

Godefroit: É necessário buscar o cliente e a principal fonte do sucesso das vendas é conhecê-lo bem. Estar presente em todas as feiras é muito importante e participamos de 99% das que acontecem em todo o mundo. Cada uma tem sua particularidade na contribuição de divulgação do hotel e na apresentação das tendências. Estivemos, por exemplo, na ILT da França buscando difundir o Sofitel como hotel de luxo na China e Rússia, mercados emergentes crescentes.

 

A presença na mídia e um site atualizado também são ferramentas fundamentais. Além disso realizamos um trabalho forte do comercial na captação de clientes, principalmente para grandes eventos de empresas. Nossa equipe é formada por sete pessoas no Rio, representantes em praticamente todos os estados brasileiros e também no mercado estrangeiro.

 

Todas essas atividades não teriam sentido se não acreditássemos no produto que temos e se não oferecêssemos um serviço de qualidade para conquistar a credibilidade do cliente.
 
 
 

 

HN: Como é feito o treinamento dos colaboradores?

Godefroit: Realizamos treinamentos técnico e de postura padronizado em toda rede. Também oferecemos cursos profissionalizantes de línguas internamente ou por meio de parcerias. O aprendizado de outros idiomas é fundamental na hotelaria para conseguir atender com excelência todos os hóspedes e obter promoções na carreira, já que 70% das oportunidades que aparecem no empreendimento são preenchidas por profissionais da casa após avaliações de competência e nível.

 

Trabalhamos com 438 colaboradores, sendo 70 deles contratados nos últimos dois meses. Considero um número ideal para atender as necessidades do Sofitel.

 

HN: Que dica você dá para as pessoas que querem ingressar na hotelaria?

Godefroit: Em primeiro lugar, acho que conhecer bem como a hotelaria funciona é fundamental para entrar na profissão. A carreira requer disponibilidade para viajar, já que a experiência é adquirida ao trabalhar em vários hotéis, gostar de ter contato com as pessoas e tempo flexível. Outro ponto favorável e de extrema importância é ter facilidade em aprender outros idiomas.

 
 
 

HN: O Sofitel realiza algum trabalho para minimizar os prejuízos causados ao meio ambiente? 

Godefroit: O grupo Accor implantou um encarte com 65 itens, no qual 30 deles devem ser colocados em prática até o final deste ano pelos hotéis. Reciclagem, dar prioridade à energia verde e participar de ações pela preservação são alguns dos tópicos exigidos.

 

Estamos cada vez mais trabalhando a conscientização dos colaboradores e, na medida do possível, dos hóspedes.

 
 
 

HN: Quais são os principais projetos e expectativas para 2008?

Godefroit: Estamos bastante otimistas com a posição econômica da cidade, mas claro que ainda tem muito a ser melhorado, como a limpeza, segurança e o transporte.

O Rio tem recebido investidores da hotelaria e acho importante a presença de concorrentes para estarmos sempre buscando melhorias e inovações.


Temos a meta de manter a ocupação de 68%, progredindo no preço da diária média, que deve atingir R$ 500. Novos investimentos serão realizados para atender o mercado upper upscale e atingir a excelência, já que os clientes são mais exigentes por pagarem mais.

 

A criação de um spa, remodelações no restaurante Atlantis para um visual mais moderno e reformulação do cardápio com toques contemporâneos são metas para 2008 e 2009.
 
Serviço

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