STR: na 3ª semana de março, 7 em cada 10 quartos estavam vazios nos EUA

STR - dados EUA_terceira semana março_San FranciscoHotéis da cidade californiana foram os mais afetados pelo coronavírus

Sabe-se que a hotelaria global sofre com os efeitos da pandemia do coronavírus, mas tão intenso quanto por aqui? Nos Estados Unidos (maior mercado global), por exemplo, a situação também é muito difícil, até em função do grande número de casos no país. Dados da STR mostram que, aqui como lá, a terceira semana de março também integrou o pico de baixa de ocupação, chamado pelo Hotelier News de "olho do furacão".

No período, os três principais indicadores do setor tiveram quedas bruscas. A variação negativa de 56,4% na ocupação (para 30,3%) derrubou o RevPar para US$ 28,32 (-69,5%). Já a diária média recuou 30,2%, para US$ 93,41, sempre na comparação anual. Em algumas praças, como veremos a seguir, os resultados foram similares ao observado em São Paulo.

"O tombo no RevPar é sem precedentes, em níveis mais baixos do que os vistos na recessão de 2008 ou no 11 de setembro", destaca Jan Freitag, vice-presidente sênior de Insights de Hospitalidade da STR. "Sete de 10 quartos estiveram vazios no país. Este indicador é assustador por si só, mas o cenário fica ainda mais duro quando vemos que provavelmente haverá queda ainda maior", completa.

STR: praças mais afetadas

San Francisco teve o pior desempenho em todo mercado americano na fatídica terceira semana de março. A cidade californiana registrou as mais elevadas quedas nos três principais indicadores do setor. Na comparação anual, a ocupação e diária média caíram 80,7% (para 16,6%) e 44,7% (para US$ 151,25), respectivamente. Já o RevPar cedeu impressionantes 89,3%, para US$ 25,08.

Outro mercado-chave no país, Nova York teve desempenho similar. O RevPar cedeu 86,5% (para US$ 26,98) frente igual período de 2019, muito em função da queda abrupta de ocupação, que caiu 8,5% (para 16,8%).

(*) Crédito da capa: Thought Catalog/Unsplash

(**) Crédito da foto: Meriç Dağlı/Unsplash

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