STR: outubro de bons resultados nas Américas Central e do Sul

STR - resultados outubro_SantiagoApesar dos protestos, hotéis da capital chilena mantiveram preços das tarifas

Depois de um terceiro trimestre difícil, a hotelaria das Américas Central e do Sul abriu a última parte de 2019 com pé direito. Em outubro, segundo dados da STR, as duas regiões registraram expansão nos três principais indicadores do setor. Envolto com problemas sociais e políticos, Santiago não acompanhou o bom momento. Bogotá, ao contrário, teve boa performance. 

No geral, a hotelaria das Américas Central e do Sul fechou outubro com uma ocupação média de 61,1%. O desempenho representa expansão de 2,9% frente igual período do ano passado. Já o crescimento de 9,5% na diária média (para US$ 97,33) impulsionou o RevPar, que avançou 12,7% (para US$ 59,51).

STR: capitais opostas

Apesar da oferta (inventário disponível) ter superado a demanda (room nights vendidos) em outubro, a hotelaria de Bogotá foi bem. Ainda assim, esse cenário de portfólio maior impactou a ocupação, que caiu este ano pela primeira vez desde abril. Com isso, o indicador fechou o mês a 60,9%, queda de 2% na comparação anual. Em compensação, diária média e RevPar avançaram 8,6% (para 282.468,51 pesos) e 6,4% (para 172.146,63 pesos), respectivamente. Um exemplo dessa ampliação de portfólio na capital colombiana é o Hilton Bogotá Corferias, que entrou em operação em abril.

Já Santiago, em função das manifestações contra o governo local, registrou a pior ocupação para o mês desde 2004. Nas últimas duas semanas do mês o indicador sofreu ainda mais, caindo impressionantes 45,8% no dia 24 de outubro. No entanto, o mercado hoteleiro da cidade conseguiu manter a confiança nos preços, diminuindo o impacto no RevPAR.

A capital chilena fechou outubro com uma ocupação de 63,5%, queda de 8% na comparação anual. Como citado, a hotelaria local conseguiu manter em bom patamar as tarifas, que avançaram 5,2% em igual período (para 87.831,17 pesos). Por fim, com a alta na diária média, o RevPar recuou menos do que o esperado, cedendo 3,2% (para 55.795, 81 pesos).   

(*) Crédito da capa: Random Institute/Unsplash

(**) Crédito da foto: Ximena Nahmias/Unsplash

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