Taxa de desemprego cai a 11,6%, mas informalidade bate recorde

Desemprego - resultado outubroPessoas procuram vagas em São Paulo; retomada marcada pela informalidade

A quantidade de pessoas que trabalham por conta própria e sem carteira assinada renovou recorde histórico no Brasil. Ainda assim, é esse cenário que vem contribuindo na redução da taxa de desemprego no país, que recuou no trimestre encerrado em outubro. Mais ainda, ajuda a consolidar a gradual recuperação do mercado de trabalho, hoje marcado pela informalidade.

No trimestre encerrado em outubro, a taxa de desemprego foi de 11,6%, contra 11,8% nos três anteriores. Já frente a igual período de 2018, o indicador ficou praticamente estável (11,7%). Ao todo, há 12,4 milhões de brasileiros procurando trabalho. Os dados são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar), divulgada hoje (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

“O que vemos é uma estabilidade com trajetória de redução marcada pela informalidade”, explicou Adriana Beringuy, analista do IBGE, na coletiva de divulgação dos resultados. “É evidente uma melhora no mercado de trabalho com a taxa de desemprego, os maiores e piores patamares ficaram para trás. Tivemos um movimento de arrefecimento em outubro, mas foi um primeiro sinal, não dá para falar em trajetória”, completa a analista.

Desemprego e geração de vagas

O total de pessoas ocupadas no trimestre até outubro chegou a 94,055 milhões, ante 93,801 milhões até setembro. Em igual período de 2018, o montante era de 92,619 milhões, informa o IBGE. Já os trabalhadores com carteira assinada chegaram a 33,206 milhões de agosto a outubro, ante 33,075 milhões nos três meses até setembro.

A informalidade marcou novamente a abertura de vagas, com os empregados sem carteira no setor privado chegando a novo recorde de 11,852 milhões, ante 11,838 milhões de julho a setembro.

O contingente de trabalhadores por conta própria chegou a 24,446 milhões no trimestre até outubro, contra 24,434 milhões nos três meses até setembro, novo recorde. Nos três meses até outubro, o rendimento médio do trabalhador chegou a R$ 2.317, ante R$ 2.299 de julho e setembro. Em igual período de 2018, o valor era de R$ 2.298.

(*) Crédito da foto: Amanda Perobelli/Reuters

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