Txai Itacaré planeja reabertura para julho e aproveita para promover melhorias

Txai Itacaré- retomadaProtocolos de higiene foram baseados em medidas da Anvisa

Completando 20 anos de operações em 2020, o Txai Itacaré precisou adiar suas comemorações devido à pandemia. Com as atividades paralisadas desde março, o resort baiano prevê a reabertura para o dia 1º de julho e aproveita o momento para fazer melhorias na infraestrutura.

Em videoconferência, Bruna Dib, diretora de Vendas e Marketing da propriedade, apresentou as medidas que serão adotadas na retomada e perspectivas de ocupação para os próximos meses. “Pretendemos retornar no dia 1º de julho, mas dependemos de decretos para isso. Acreditamos que até esta data conseguiremos reabrir e estamos nos preparando com os procedimentos adequados”, inicia. “Vamos abrir operando com 25% de nossa capacidade”.

Bruna ainda ressaltou que, apesar dos contágios que ocorreram no casamento da irmã da influencer Gabriela Pugliesi, realizado no resort, nenhum colaborador foi diagnosticado com Covid-19 desde então. “Tomamos a decisão de fazer o comunicado ao mercado e o mais importante agora são as medidas que foram tomadas com muito zelo. Estamos fazendo exames e medindo temperaturas dos colaboradores periodicamente”, revela.

Txai Itacaré: medidas de segurança

Apoiado em protocolos recomendados pela Anvisa, o Txai Itacaré desenvolveu seus próprios procedimentos ao lado da BLTA (Brazilian Luxury Travel Association). No total, a unidade conta com 150 colaboradores que estão sendo treinados para o momento de reabertura. Com 40 bangalôs, que possuem quatro metros de distância entre si, cinco piscinas e três quilômetros de praia exclusiva, a estrutura do resort facilita o distanciamento social entre hóspedes e empregados.

No momento da reserva, o cliente pode optar ou não pelo serviço de quarto (camareiras e arrumadeiras) e montar seu mini bar. Os hóspedes ainda deverão informar seu estado de saúde e histórico de viagens recente. No Aeroporto de Ilhéus, a sala VIP do Txai fará o translado de pessoas de forma privativa e individualizada.

O menu de passeios, entre outros serviços, estarão disponíveis via QR Code, que poderá ser acessado diretamente do celular do cliente. As equipes serão divididas com o intuito de hóspedes e colaboradores terem o mínimo contato possível com pessoas diferentes. “A equipe de limpeza, por exemplo, será a mesma para cada bangalô na entrada e saída. Teremos uma janela de 48 horas entre cada hospedagem para higienização”, ressalta a diretora.

Governantas, equipes de limpeza e recepcionistas usarão EPIs (equipamentos de proteção individual) como parte do uniforme. “Buscamos nossos colaboradores para vir trabalhar, evitando que utilizem o transporte público. Estamos em uma área de proteção ambiental e de difícil acesso, o que ajuda na retenção do vírus”.

Fitness center e sauna permanecerão fechados no primeiro momento, mas poderão ser solicitados pelos hóspedes para uso individual. Um posto de enfermagem funcionará 24h para clientes e colaboradores. Já as refeições serão servidas à la carte, com distanciamento entre mesas e cadeiras. “Vamos fazer o possível para manter a filosofia do Txai e impactar o menos possível a experiência dos hóspedes”, afirma a diretora.

Reformas e reservas

Aproveitando a falta de demanda, o resort realizou algumas reformas e melhorias para receber os clientes no pós-pandemia. Bangalôs, deques e fechada passaram por pequenas obras. A sala de estar também vem sofrendo mudanças em sua arquitetura e alguns móveis foram recuperados.

Para os próximos meses, o Txai ainda está em fase de análise sobre os eventos. Dois casamentos foram cancelados e grupos ainda não serão permitidos. “Estes são segmentos que ainda estamos entendendo como vai ser. Eventos em outubro, novembro e dezembro permaneceram, mas não sabemos se vai haver alterações”.

Segundo Bruna, existe um movimento na central de reservas e clientes que cancelaram estão com créditos para estadias futuras. Vale ressaltar que o resort promoveu ações sociais e doações de cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade nas comunidades onde o empreendimento está localizado.

(*) Crédito da foto: reprodução da internet

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