Voos fretados vindos do exterior crescem 16% em fevereiro

Crescendo, voos fretados internacionais estimulam os domésticos

O número de voos charters internacionais para o Brasil cresceu 16% em fevereiro frente a igual período do ano passado. Em 2017, o Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) registrou 160 voos fretados em 2017, contra 185 este ano. Os dados são da Análise da Malha Aérea Internacional, relatório produzido pela Diretoria de Inteligência Competitiva e Promoção Turística da autarquia. Todos os indicativos são preparados mensalmente a partir de informações fornecidas pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e pelas companhias aéreas.

Vinicius Lummertz, presidente da Embratur, acredita que esse dado é prova do do crescimento do turismo no Brasil. "Os voos fretados se apresentam como alternativa confortável para os turistas internacionais", comenta o presidente. "Esse viajante é qualificado, normalmente não vem sozinho e usualmente está com a família", acrescenta.

A análise mostra ainda que houve aumento no número de assentos, que passaram de 26.258 para 29.371. Os voos charters para o território brasileiro, registrados em fevereiro, são oriundos de diversos países. Argélia, Argentina, Chile, Cuba, Espanha, Cabo Verde, Estados Unidos, Polônia, República Dominicana e Uruguai são os principais. 

Em comparação ao ano anterior, também houve aumento na procura por parte de novos mercados. Em fevereiro de 2017, os fretados vieram prioritariamente da Argentina, regiões do Caribe (Curaçao e Lamentin), Chile, Paraguai e Uruguai. "A aviação é um elemento essencial para a atração de turistas. O Brasil é um destino de longa distância para a maior parte dos principais emissores de visitantes no mundo. Por isso a importância de se oferecer diferentes opções", afirma Lummertz. 

Voos fretados sob novas regras

As informações sobre o crescimento dos voos charters em fevereiro dá respaldo a um conjunto de novas medidas da Anac. No começo do mês, a agência comunicou novos procedimentos para a oferta dos fretados.

A justificativa para a mudança é simplificar a contratação do serviço e assim estimular o turismo interno. O MTur (Ministério do Turismo) estima que 10 milhões de brasileiros sejam inseridos no mercado de viagens com a mudança.

* Foto de capa: pixabay/Fuzz

Comentários