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Pandemia derruba receita da Accor no 3º trimestre

Por Vinicius Medeiros 28 de outubro de 2020

Em função da pandemia, e como previsto, a Accor viu sua receita despencar no terceiro trimestre. Frente a igual período do ano anterior, as perdas chegaram a 68,7%, com o faturamento batendo em € 329 milhões. O RevPar cedeu 62,8% na mesma base de comparação, mas mostra reação quando comparado à queda de 88,2% no segundo trimestre.

Na América do Sul, as receitas provenientes de serviços de gestão hoteleira e contratos de franquia recuaram 87,2%. Foi a maior queda entre todas as regiões que a empresa atua. América do Norte e Caribe (-80%), África e Oriente Médio (-73,9%), Ásia-Pacífico (70,8%), também registraram perdas expressivas. Na Europa, após o verão europeu, o declínio foi de 69,6%.

Destaque positivo para a China, onde o RevPar recuou29,4%, confirmando a reação já observada no segundo trimestre. Segundo a rede francesa, a retomada no país ocorre mês a mês e, sem setembro, o indicador caiu “apenas” 16,8%.

Na área de Desenvolvimento, a Accor abriu 57 hotéis (7,8 mil quartos) no terceiro trimestre. O número está em linha com as 58 unidades inauguradas nos três primeiros meses de 2020, antes da pandemia. O pipeline atual na empresa prevê 1.192 propriedades (208 mil apartamentos), sendo 75% deles em mercados emergentes.

Accor: retomada

Para efeito de comparação, a receita da Accor no terceiro trimestre de 2019 superou € 1 bilhão. No entanto, dado o contexto e comparando com os três meses anteriores (auge da pandemia), há clara evolução. Para Sébastien Bazin, CEO da rede francesa, o desempenho aponta para uma recuperação gradual.

“O pior da crise já passou, mas nossos principais mercados ainda estão substancialmente afetados pelas medidas implementadas para combater a crise de saúde”, destaca Bazin. Hoje, 90% dos hotéis da rede francesa estão em operação, destaca o balanço. “Apenas a China apresenta desempenhos sólidos e deve recuperar rapidamente o nível de atividade pré-crise”, completa.

O executivo acrescenta que, nesse contexto ainda desafiador, disciplina, adaptabilidade e controle de custos são fundamentais. “Continuamos transformando nossa organização para tornar o grupo cada vez mais eficiente, ágil e focado nos mercados e segmentos mais rentáveis e promissores”, finaliza.

(*) Crédito da foto: Divulgação/Accor