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Quais os principais insights para a hotelaria carioca em 2023?

Nos primeiros meses de 2023, a hotelaria carioca viveu um bom momento, com indicadores elevados pela demanda trazida por Réveillon, Carnaval, férias, feriados prolongados e pelo retorno dos eventos. Agora, e o segundo semestre? As perspectivas também são otimistas? Segundo análise da OTA Insight, o setor deverá repetir o bom desempenho de 2022.

“Em janeiro e fevereiro, tivemos um pico de buscas por hotéis, o que é natural por esse período. Agora, esse indicador já está mais ajustado para o inverno e baixa temporada. Possivelmente, se os hotéis analisarem a ocupação do ano passado de maio a agosto, verão que tem tudo para ter uma performance bem parecida com a de 2022”, afirma Ricardo Souza, Lead Team da OTA Insight na América Latina, em entrevista ao Hotelier News.

“O Rio de Janeiro vem conseguindo reajustar bem os preços desse ano em relação ao ano passado, mas o verão de 2023 teve mais demanda na mesma base comparativa, o que acredito que não vá acontecer no inverno. Teremos que esperar, mas a hotelaria carioca precisa continuar tentando, mesmo no período de baixa temporada, manter os bons níveis de diária, tanto frente a 2022, quanto a 2019”, acrescenta.

Hotelaria carioca - Demanda_futura_gráfico

Outros insights

Souza destaca ainda que a demanda de voos estabilizou a níveis mais baixos frente ao segundo semestre de 2022, um sinal de que o mercado está com “resistência” para patamares mais altos. “Isso indica, na minha visão, que maio, junho, agosto e setembro potencialmente poderão ser meses com demanda mais baixa frente ao ano passado, que é uma base de comparação elevada, é bom ressaltar. Se analisarmos de forma conjunta, as buscas de voos e hotéis só apresentam pico nos feriados e em julho, o que mostra que a hotelaria carioca ainda está muito dependente do segmento de lazer”, ressalta.

“Com isso, acreditamos que os dias de semana, nesses meses, serão de uma demanda a nível intermediário. Ou seja, o setor precisa se preparar. Por outro lado, esse cenário permite que sejam adotadas diferentes estratégias de preço. Por exemplo, apenas 35% dos hotéis oferecem descontos via mobile, sendo que mais de 60% dos brasileiros usam esse canal para fazer reservas”, acrescenta.

O executivo destaca também que já há um grande número de hotéis oferecendo tarifas não reembolsáveis (60%), mas que ainda há espaço para aumentar esse percentual. “De forma resumida, a hotelaria carioca precisa continuar colocando essa pressão sobre os preços. O ano passado foi bom em termos de performance e 2023 vem trilhando um bom caminho, com julho bastante promissor. Não há motivo para grandes preocupações, mesmo sem o Rock in Rio. É mais uma questão de atenção e entender que esse período atual é de ajuste de demanda”, finaliza Souza.

(*) Crédito da capa: Poswiecie/Pixabay

(**) Crédito do infográfico: OTA Insight

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