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Receita da Wyndham tem incremento de 7% no terceiro trimestre

A Wyndham Hotels & Resorts encerrou o terceiro trimestre de 2026 com receita líquida de US$ 410 milhões, crescimento de 7% em relação aos US$ 382 milhões registrados no mesmo período de 2025. Entre julho e setembro, a companhia também apresentou avanço de 2% no RevPAR global. O desempenho foi impulsionado pela recuperação dos indicadores operacionais, pelo aumento das taxas de franquia e pela ampliação do portfólio.

Apesar do crescimento da receita, o lucro líquido recuou 6%, passando de US$ 105 milhões para US$ 99 milhões. O EBITDA ajustado também apresentou retração de 3%, totalizando US$ 207 milhões, ante US$ 213 milhões no terceiro trimestre do ano anterior. Já o lucro diluído por ação caiu 2%, de US$ 1,36 para US$ 1,33, enquanto o lucro diluído ajustado por ação passou de US$ 1,46 para US$ 1,43, redução de 2%.

Os resultados foram influenciados por diferenças na contabilização dos fundos de marketing. No terceiro trimestre de 2026, as receitas desses fundos superaram as despesas em US$ 1 milhão, enquanto, no mesmo intervalo de 2025, a diferença positiva havia sido de US$ 18 milhões. Ao neutralizar esse efeito para permitir uma comparação mais uniforme, a Wyndham registrou crescimento de 5% no EBITDA ajustado, de aproximadamente 7% no lucro líquido ajustado e de 9% no lucro diluído ajustado por ação.

A geração de caixa também permaneceu positiva. As atividades operacionais proporcionaram entrada líquida de US$ 93 milhões, enquanto o fluxo de caixa livre atingiu US$ 100 milhões. Ao final de setembro, a companhia contabilizava US$ 71 milhões em caixa e liquidez total de US$ 988 milhões. O índice de alavancagem da dívida líquida ficou em 3,6 vezes, próximo ao ponto médio da faixa estabelecida pela empresa, entre três e quatro vezes.

RevPAR cresce nos EUA e avança na América Latina

Nos Estados Unidos, o RevPAR avançou 6% frente ao terceiro trimestre de 2025, com melhora sequencial de quatro pontos percentuais. O resultado refletiu a recuperação da ocupação e da diária média, além de ganhos de participação de mercado. O crescimento foi observado em praticamente todas as regiões do país, com destaque para o Meio-Oeste, Texas, Flórida e Califórnia.

Fora do mercado norte-americano, o indicador recuou 3% em moeda constante na comparação anual, embora tenha apresentado melhora sequencial de quatro pontos percentuais. O Canadá registrou crescimento de 7%, sustentado pela demanda e pela evolução das tarifas. No Sudeste Asiático e na região do Pacífico, a alta foi de 5%, favorecida principalmente pelo comportamento da diária média.

Na América Latina, o RevPAR aumentou 2% em relação ao terceiro trimestre de 2025, com melhora sequencial de nove pontos percentuais. O México foi o principal responsável pelo resultado, beneficiado pela evolução tarifária e pela resiliência dos empreendimentos localizados em áreas urbanas. Na EMEA, região que reúne Europa, Oriente Médio e África, o indicador também cresceu 2% na comparação anual, impulsionado por Turquia, Índia e Espanha. A melhora sequencial de oito pontos percentuais refletiu a recuperação da Alemanha e a estabilização dos mercados do Oriente Médio.

O desempenho positivo de diferentes mercados internacionais foi parcialmente compensado pela retração da China, onde o RevPAR caiu 10% na comparação anual. A companhia atribuiu o resultado à demanda mais fraca por viagens, especialmente nas cidades chinesas de segundo escalão, que continuaram pressionando os indicadores operacionais.

Portfólio global mantém ritmo de expansão

A Wyndham registrou crescimento de 4% em sua base global de quartos na comparação anual, excluindo os empreendimentos vinculados Revo Hospitality Group. Nos Estados Unidos, a expansão foi de 2%, concentrada nos segmentos midscale e superiores, que apresentam RevPAR mais elevado.

Nos mercados internacionais, a base de quartos aumentou 11%, também desconsiderando o Revo. A região Ásia-Pacífico apresentou crescimento de 12% no modelo de franquias diretas, enquanto os mercados de EMEA e América Latina registraram expansão de 13% nos segmentos de maior RevPAR.

O pipeline global de desenvolvimento alcançou um recorde de aproximadamente 264 mil quartos distribuídos em mais de 2,2 mil hotéis ao final de setembro. O volume representa crescimento de 4% em relação ao mesmo período de 2025, excluindo o Revo. A carteira avançou 2% nos Estados Unidos e 5% nos mercados internacionais.

Do total de quartos previstos, aproximadamente 69% pertencem aos segmentos midscale e superiores, enquanto 17% estão relacionados ao segmento de estadias prolongadas, conhecido como extended stay. Os Estados Unidos concentram 42% do pipeline, com os demais projetos distribuídos pelos mercados internacionais em que a companhia atua.

Novas construções representam 78% do pipeline

A maior parte da carteira de desenvolvimento da Wyndham está associada à construção de novos empreendimentos. Aproximadamente 78% dos quartos previstos correspondem a projetos desse tipo, dos quais cerca de 35% já tiveram suas obras iniciadas. Na comparação anual, o número de quartos em construção cresceu 4%.

Outro indicador destacado pela companhia é o potencial de geração de receitas de franquia dos futuros hotéis. O pipeline apresenta um prêmio estimado de aproximadamente 30% em FeePAR, indicador que mede a receita de taxas por quarto disponível, em relação às bases existentes nos mercados doméstico e internacional.

A estratégia de desenvolvimento está associada à ampliação da presença em segmentos com maior capacidade de geração de receita, sem abandonar o modelo de franquias que caracteriza a operação da Wyndham. A companhia também mantém investimentos em ferramentas tecnológicas, programas de fidelidade e plataformas de distribuição destinadas a apoiar o desempenho comercial dos hotéis.

“Os resultados do terceiro trimestre demonstram a execução contínua de nossa equipe e a força do modelo de negócios da Wyndham, que exige poucos ativos próprios e apresenta elevada capacidade de geração de caixa”, afirma Geoff Ballotti, presidente e CEO da companhia. Segundo o executivo, o desempenho operacional reforça a capacidade da rede de manter sua estratégia de crescimento e ampliar a rentabilidade dos franqueados.

Wyndham amplia recompra de ações e distribuição de dividendos

No terceiro trimestre, a Wyndham devolveu US$ 123 milhões aos acionistas por meio de recompras de ações e pagamento de dividendos. Desse montante, US$ 91 milhões foram destinados à aquisição de aproximadamente 1,2 milhão de ações ordinárias, volume financeiro 30% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

O preço médio das recompras foi de US$ 73,39 por ação, equivalente a um desconto de 5% em relação à cotação média das últimas 52 semanas. No acumulado de janeiro a setembro, a companhia recomprou aproximadamente 2,5 milhões de ações, com desembolso total de US$ 196 milhões.

Além das recompras, a rede distribuiu US$ 32 milhões em dividendos durante o trimestre, equivalentes a US$ 0,43 por ação ordinária. O conselho de administração também aprovou recentemente um aumento de US$ 400 milhões na autorização para novas recompras, ampliando a capacidade da empresa de utilizar seus recursos financeiros para remunerar investidores.

Para o fechamento de 2026, a Wyndham espera que as receitas dos fundos de marketing fiquem aproximadamente equilibradas com suas respectivas despesas. A empresa ressalta, entretanto, que a sazonalidade desses gastos continuará influenciando as comparações trimestrais. As projeções financeiras detalhadas para o exercício constam das tabelas complementares de resultados divulgadas pela companhia.

(*) Crédito da foto: Divulgação

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