sexta-feira, 17/abril
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SAHIC debate desafios e oportunidades de investimento no setor hoteleiro

Dando sequência à programação do primeiro dia do SAHIC Latin America & Caribbean, realizado no Fairmont Copacabana, no Rio de Janeiro, o painel Com foco no Brasil: oportunidades e desafios no crescimento do setor hoteleiro no estado do Rio de Janeiro trouxe representantes das iniciativas pública e privada para debater soluções para fomentar o investimento no segmento.

Mediado por Ricardo Mader, managing director Latam da JLL, o debate contou com a participação de Abel Castro, CDO (Chief Development Officer) da Accor para as Américas; Rogério Basso, head de Turismo da IDB Invest; Ramiro Fidalgo, subsecretário de Turismo do Estado do Rio de Janeiro; e Gustavo Tutuca, secretário de Turismo do Estado do Rio.

Para iniciar o painel do SAHIC, Tutuca destacou alguns investimentos em andamento no setor, como o complexo Maraey, em Maricá, que levará três hotéis ao destino e um aporte bilionário. Outro projeto citado foi no município de Areal, na região serrana do estado, que está recebendo vilas de hospedagem com foco em turismo de experiência.

Na sequência, Fidalgo pontuou as iniciativas da Setur-RJ (Secretaria de Turismo do Estado do Rio de Janeiro) para a promoção do destino turístico. “Desenvolvemos uma agenda de promoção para o setor como um todo. Vamos visitar 15 países e 23 mercados, como Oriente Médio, Dubai, Berlim e Madri”. Em nível nacional, a divulgação passará por 12 estados emissores de turistas para o Rio.

Abel Castro
Castro: da porta do hotel para dentro, nós somos especialistas

Público x privado

A Accor possui 330 empreendimentos hoteleiros em operação no Brasil, presente em 150 cidades. O pipeline da gigante hoteleira conta com 60 projetos em mais 50 praças. Segundo Castro, a meta da rede é atingir a marca de 400 propriedades em solo tupiniquim dentro de três anos.

“O Fairmont Rio, por exemplo, é de uma marca norte-americana, mas que por aqui é absolutamente brasileira e carioca. Nosso hotel foi inspirado no Rio dos anos 60. Outro empreendimento especial é o Sofitel, que atualmente está em reforma e foi vendido. Este será um hotel icônico para a cidade”, destacou Castro.

Basso afirmou que um dos gargalos do Brasil é a falta de financiamento para fomentar investimentos no turismo. “Temos que pensar em trazer instrumentos que ajudem a incentivar os bancos a terem mais participação ativa no setor”.

Mader ainda questionou os painelistas do SAHIC sobre a divisão de responsabilidades entre as iniciativas pública e privada no desenvolvimento do turismo como um todo. Tutuca salientou que o setor turístico possui as parcerias mais expressivas entre o governo e o empresariado. “Não existe desenvolvimento sem condições locais do poder público. Organizamos os destinos no estado, fazendo a integração com as prefeituras, que são as responsáveis pelo ordenamento urbano”, disse o secretário.

Tutuca ainda exemplificou o apoio a eventos como o SAHIC como uma de suas estratégias para fomentar o turismo no estado. “Após a Copa do Mundo e as Olimpíadas, todo o investimento feito no Rio ficou ocioso. Agora, com o retorno da credibilidade, os destinos começaram a se mobilizar e entrar na disputa”.

Basso reforçou que o setor privado é o grande motor do turismo, mas pontuou que atuar em parceria com o governo é importante. “O investidor precisa de segurança jurídica e a tranquilidade de saber que o seu investimento estará bem protegido. Ainda é complicado fazer negócio no Brasil, com muitos empecilhos e dificuldades para investidores internacionais em termos de tributação, com licenciamentos demorados. É um trabalho que precisa ser feito para melhorar a atratividade do país”.

No estado do Rio, a Accor conta com mais de 30 hotéis. Castro destacou que a rede francesa sempre contou com o apoio da Setur-RJ para desenvolver novos projetos, mas listou três gargalos para a expansão dos negócios: infraestrutura, promoção e fomento a linhas de crédito.

“Da porta do hotel para dentro, nós somos os especialistas e cuidamos da operação. Da porta para fora, precisamos do suporte do governo. E criatividade seria importante para ajudar no desenvolvimento da hotelaria”, finalizou o CDO.

(*) Crédito das fotos: Peter Kutuchian/Hotelier News

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