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Seazone: da gestão à incorporação, uma trajetória de expansão

Da experiência como viajante, Fernando Pereira trouxe a inspiração para a criação da Seazone, hoje uma das principais operadoras de STR (short-term rentals) do país. Com sede em Florianópolis, a empresa tem cerca de 2,1 mil imóveis sob gestão de mais de 4 mil investidores, espalhados por destinos como Salvador, Goiânia, Balneário Camboriú (SC), Gramado (RS) e Campos do Jordão (SP), entre outros.

“Viajava muito e tive muitas experiências como hóspede em diferentes plataformas”, relembra o CEO da Seazone, que morou por quase uma década na África, quando atuou em uma empresa de mineração. “Após retornar ao Brasil, passei a investir em imóveis, comprando inicialmente uma unidade do IL Campanario Villaggio Resort, em Jurerê Internacional, em Florianópolis”, acrescenta Pereira.

“Tinha um retorno alto, batendo o CDI e com valorização do ativo, o que me estimulou a adquirir mais quartos. Até ali, toda a gestão era feita pelo próprio hotel, mas veio a ideia de criar, em 2018, uma operadora destinada ao short stay“, continua o executivo, que mudou os rumos do negócio em 2019, quando a Seazone adquiriu um terreno na capital catarinense e lançou o Spot Jurerê.

Mudança de rota

Ou seja, antes da pandemia e da chegada de mais concorrentes, a empresa fundada por Pereira não apenas passou a atuar em outra vertical do segmento (a incorporação imobiliária), como também entendeu uma premissa importante: concentrar o inventário em poucos endereços é fundamental para escalar o negócio. “Com o Spot, criamos um produto imobiliário desenhado para o STR”, explica.

Segundo o empreendedor, a Seazone mapeia diferentes praças em busca de terrenos, utilizando seu próprio caixa para não só fazer a aquisição, como desenvolver o projeto arquitetônico. Na sequência, via SPEs (Sociedades de Propósito Específico), levanta recursos no mercado a partir de sua base de investidores existentes e por meio de corretores, acompanhando e auditando a obra a seguir. “O tíquete médio das cotas é de R$ 250 mil, parcelado de 48 a 54 meses”, revela.

“Já as plantas dos Spots têm de 15 m² (metros quadrados) a 20 m² e áreas comuns já desenhadas para a operação de STR. E, sem dúvida, a experiência lá no início, no IL Campanario Villaggio, foi importante para elaborar o seu conceito, com um custo de condomínio baixo e operação enxuta na comparação com empreendimentos hoteleiros”, explica Pereira.

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Plantas dos projetos Spot tem de 15 m² a 20 m²

Hoje, parte pequena da oferta da Seazone se concentra nos projetos incorporados, mas isso deve mudar nos próximos quatro anos. Ao todo, a empresa já lançou ou vende 35 projetos em destinos como Bonito (MS), Trancoso (BA), Japaratinga (AL) e Caraguatatuba (SP), entre outros. “Nosso VGV (Valor Geral de Vendas) está na casa de R$ 335 milhões e estamos neste momento olhando muito para o Nordeste, em praças como Milagres e Maragogi”, diz Pereira.

Ele também compartilha outros números positivos da operação da Seazone, como o GMV (Volume Bruto de Mercadoria, na sigla em inglês) de R$ 132,5 milhões nos últimos 12 meses. “Nossa expectativa é fechar 2025 com uma receita de R$ 50 milhões a R$ 55 milhões e, nos últimos 12 meses, esse volume já soma R$ 45 milhões”, finaliza Pereira.

(*) Crédito das fotos: Divulgação/Seazone

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