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Serviços voltam a cair após três altas consecutivas

Em agosto, o volume de serviços prestados no Brasil recuou 0,9% frente ao mês anterior, após ter acumulado ganho de 2,1% no período entre maio e julho, aponta o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Essa foi a queda mais intensa desde abril deste ano, quanto o setor retraiu 1,7%.

Quatro das cinco atividades pesquisadas ficaram no campo negativo, com destaque para o setor de transportes (-2,1%). Com esse recuo, o segmento se encontra 11,6% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 1,9% abaixo de dezembro de 2022, auge da série histórica.

Além disso, os transportes tiveram a maior influência negativa no resultado dos serviços em todos os modais: terrestres (-0,9%), aquaviário (-1,3%), aéreo (-0,3%), e armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio (-5,5%).

Segundo Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa, o resultado dos transportes foi puxado principalmente pelo recuo das atividades de gestão de portos e terminais e de transporte rodoviário de cargas.

“A gestão de portos e terminais, que está dentro do subsetor de armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio, vem apresentando perda de fôlego há algum tempo, registrando um impacto importante na pesquisa. O transporte de cargas, por sua vez, atingiu o ápice em julho de 2023, ou seja, está com uma base de comparação muito elevada”, destaca.

Outros dados

Lobo explica que, desde o pós-pandemia, o transporte rodoviário de cargas vinha apresentando crescimento de receita, em função, num primeiro momento, do boom do comércio eletrônico, que aumentou a demanda por frete rodoviário e, posteriormente, influenciado pelo dinamismo da produção agrícola.

“Vamos observar como o transporte de cargas se comportará no segundo semestre com a produção agrícola menos pujante”, completa.

Os serviços prestados às famílias caíram 3,8% em agosto, após acumular ganho de 4,8% entre abril e julho, registrando o segundo maior impacto negativo para o índice geral. “O setor agora devolve boa parte desse ganho, com a queda ocorrendo basicamente em restaurantes e hotéis, que são os principais componentes em termos de peso”, diz Lobo.

O setor de serviços prestados às famílias segue como o único a não superar o nível pré-pandemia, operando 5,8% abaixo do patamar de fevereiro de 2020, após ter registrado no mês de julho o menor distanciamento já observado desde então (-2,1%).

O terceiro impacto negativo mais importante veio da atividade de informação e comunicação (-0,8%), que registra a segunda queda seguida, acumulando retração de 1,0%. “Essa queda se deu em função das perdas de receita de empresas que atuam com consultoria em tecnologia da informação e também em telecomunicações”, explica o pesquisador.

A atividade de outros serviços registrou o quarto impacto negativo (-1,4%), influenciada por uma menor receita vindo das corretoras de títulos e valores mobiliários, além das atividades de apoio à agricultura.

Por outro lado, a única atividade a registrar crescimento foram os serviços profissionais, administrativos e complementares, que subiram 1,7% em agosto, taxa mais intensa desde março de 2023 (3,8%). Nesse setor, destacam-se atividades de limpeza, jurídicas e serviços de engenharia.

Essa queda no volume de serviços do país frente a julho foi observada na maior parte (19) das 27 unidades da federação. Entre os locais com taxas negativas, o impacto mais importante veio de São Paulo (-1,2%), seguido por Minas Gerais (-1,8%) e Bahia (-2,8%). Em contrapartida, Mato Grosso do Sul (7,5%), Paraná (0,4%) e Rio de Janeiro (0,2%) exerceram as principais contribuições positivas do mês.

No ano, os serviços acumulam alta de 4,1% frente ao mesmo período de 2022. Já o acumulado em 12 meses foi de 5,3%.

(*) Crédito da foto: Scott Graham/Unsplash

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