sexta-feira, 17/abril
InícioNEGÓCIOSMercadoSócios da 123 Milhas viram réus após nova ação judicial
Slaviero hospitalidade

Sócios da 123 Milhas viram réus após nova ação judicial

Os irmãos Ramiro e Augusto Soares Madureira, sócios e fundadores da 123 Milhas, se tornaram réus em uma nova ação judicial por danos morais contra a empresa, no Rio de Janeiro. Com a decisão da Justiça do Rio, os empresários podem ter os bens bloqueados e ser condenados a indenizar, em nome da empresa, o advogado Gabriel de Britto Silva, que comprou uma passagem da cidade para Porto Alegre e teve o bilhete cancelado sem direito a reembolso, aponta o Metrópoles.

No mês passado, a 123 Milhas suspendeu a emissão de passagens e venda de pacotes promocionais com embarques previstos para o período entre setembro e dezembro deste ano, deixando muitos clientes à deriva. A medida afetou viagens vinculadas à linha Promo, que respodne por 7% dos embarques da companhia em 2023. Segundo a empresa, a suspensão se deveu “à persistência de fatores econômicos e de mercados adversos”, entre os quais “a alta pressão da demanda por voos, que mantém elevadas as tarifas, mesmo em baixa temporada, e a taxa de juros elevada”.

A decisão da juíza Sônia Maria Monteiro, do 27º Juizado Especial Cível do Rio pode resultar em novas ações na justiça por parte de clientes que se sentirem lesados pela companhia, que está em processo de recuperação judicial.

CPI

Hoje (6), Ramiro compareceu à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Pirâmides Financeiras, acompanhado de advogados, após ter faltado em outras duas ocasiões. Na última semana, a Justiça autorizou a condução coercitiva de seu irmão Augusto, revela a Folha de São Paulo.

“INicialmente, com CEO da 123 Milhas, gostaria de pedir minhas sinceras desculpas aos nossos ex-colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros pelos transtornos causados pela nossa empresa”, disse.

“Esclarecemos que nosso objetivo imediato se volta à composição dos prejuízos causados aos nossos clientes, o que somente será possível com apoio institucional de órgãos públicos e deste parlamento”, completou.

O executivo pontuou, ainda, que acreditava que o custo da linha Promo diminuiria com o tempo, à medida que a companhia ganhasse eficiência na tecnologia de superação e que o mercado de aviação fosse se recuperando dos efeitos da pandemia. “Ao contrário do que prevíamos, o mercado tem se comportado permanentemente como se estivesse em alta temporada e isso abalou os fundamentos de toda a empresa”, diz Ramiro.

(*) Crédito da foto: Activedia/Pixabay

Resort Comandatuba
Realgems ameneties