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TikTok avança no turismo com anúncios personalizados

O TikTok anunciou o lançamento de uma solução personalizada de publicidade voltada para o setor de viagens. Batizada de Travel Ads e impulsionada pela tecnologia Smart+, a ferramenta é o primeiro formato de anúncio da plataforma com foco exclusivo em turismo, incorporando recursos de IA (Inteligência Artificial), segundo informado pelo Phocuwire.

Os Travel Ads têm como objetivo conectar usuários a catálogos de hotéis, destinos, voos e cruzeiros enquanto exploram conteúdos de viagem. A proposta é ajudar marcas a alcançar viajantes em etapas que vão da inspiração à reserva.

“Viajar no TikTok vai além do feed, revelando experiências de viagem reais”, afirmou David Hoctor, chefe de Verticais de Viagens e Jogos nos EUA. “Com os Travel Ads do TikTok, os anunciantes podem aproveitar criativos de anúncios dinâmicos e sinais de intenção de viagem para guiar perfeitamente a comunidade do TikTok da descoberta à reserva, tornando cada toque um passo em direção à conversão.”

Estratégia baseada em intenção

A novidade surge em um momento em que as redes sociais ganham relevância crescente na jornada de reserva. Pesquisa da Phocuswright apontou que quase dois terços dos viajantes que recorrem às plataformas digitais para planejar viagens acabam comprando ou tomando decisões baseadas no conteúdo consumido.

Segundo o TikTok, o Travel Ads é uma solução baseada em catálogo, com anúncios personalizados em grande escala. A tecnologia Smart+ automatiza a configuração, otimiza a entrega e gera conteúdos criativos para maximizar resultados. A empresa afirma ainda que os modelos foram desenvolvidos para identificar públicos prontos para reservar e oferecer a eles ofertas alinhadas às preferências detectadas.

Três formatos disponíveis

Os anunciantes poderão escolher entre três formatos criativos. O primeiro é o Vídeo Único, que inclui um vídeo principal com até 10 cartões de viagem sobrepostos, exibindo informações como nome do hotel, destino, preço ou rota de voo.

O segundo é o Vídeo do Catálogo, criado a partir de conteúdos carregados no catálogo e combinados com cartões de viagem que trazem chamadas para ação. Já o Carrossel de Catálogos apresenta um formato interativo, no qual imagens extraídas do catálogo são transformadas em anúncios clicáveis, com tags de produtos e links diretos para reserva.

Resultados iniciais

Estudos de caso mostram que grandes marcas já registraram ganhos expressivos com a ferramenta. A Accor reportou aumento de 9% no retorno sobre investimento em anúncios, queda de 17% no custo por pagamento completo e redução de 54% no custo por clique.

A Meliá registrou crescimento de 156% no retorno sobre investimento em anúncios (ROAS) na Espanha, 178% nos EUA e 291% no Reino Unido. Já a Etihad reportou alta de 7% nas buscas por voos, 17% nas reservas e aumento de US$ 232 no ROAS por reserva.

O Expedia Group também aderiu à ferramenta. “Com os Travel Ads, estamos alcançando esses momentos-chave com conteúdo inspirador e relevante na Expedia, Vrbo e Hotels.com”, destacou Jochen Koedijk, diretor de Marketing do grupo. “Isso torna mais fácil para nossos viajantes encontrarem exatamente o que procuram, enquanto nossas marcas veem um impacto real e mensurável.”

Vale lembrar que a rede social estabeleceu uma parceria com a Booking.com, permitindo que usuários realizem reservas na OTA diretamente pelo aplicativo. Na integração, os consumidores podem inserir datas de check-in e check-out, além de reservas quartos disponíveis. Além disso, os perfis têm a possibilidade de marcar os hotéis em publicações, ampliando o engajamento e a visibilidade das marcas.

Contexto regulatório nos EUA

O anúncio da solução ocorre dias depois de o presidente Donald Trump assinar uma ordem executiva que aprovou acordo permitindo a permanência do TikTok nos Estados Unidos.

O entendimento prevê a criação de uma joint venture para supervisionar as operações locais, com a ByteDance, controladora da rede social fundada na China, ficando com menos de 20% de participação, segundo a CNBC.

A medida ainda aguarda aval do governo chinês, após meses de discussões ligadas a preocupações de segurança nacional. O risco de uma proibição federal foi adiado por Trump em diferentes ocasiões, após uma breve paralisação em janeiro.

(*) Crédito da foto: Unsplash

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