Gerente geral do Transamerica Executive Bela Cintra, Eliana Rocha é turismóloga formada pela Universidade Anhembi Morumbi. Também pós-graduada em Marketing pela FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado), a profissional, que possui mais de 30 anos de experiência na hotelaria, vem enfrentando grandes desafios à frente de um empreendimento corporativo em tempos de pandemia.
“Nosso empreendimento, que era predominantemente corporativo, está recebendo hóspedes de saúde, esportes e até mesmo de lazer, e com isso estamos explorando o que a cidade pode disponibilizar conforme as fases do Plano São Paulo”, explica Eliana em entrevista ao Hotelier News.
A gerente iniciou sua trajetória no setor de reservas, migrando posteriormente para o departamento comercial no THG (Transamerica Hotel Group), no período de inauguração do resort em Comandatuba (BA). Participou da implantação do Grupo Sol Meliá no Brasil e do hotel boutique L’Hotel, onde adquiriu conhecimentos operacionais, com destaque para as áreas de Eventos e A&B (Alimentos & Bebidas).
E como um bom filho a casa torna, em 2000 Eliana retornou ao THG para atuar no setor de Eventos, assumindo em seguida a subgerência do Prime International.
Em seu tempo livre, a gerente dedica-se a cuidar dos seus pets, dançar, ler e fazer cursos de reiki e cromoterapia, além de se interessar por assuntos espiritualistas.
Três perguntas para: Eliana Rocha
Hotelier News: Sem A&B próprio, quais outras fontes de receitas o empreendimento vem buscando para se manter
Eliana Rocha: Não trabalhamos com A&B próprio e nesse momento nem seria um bom negócio, pois restaurantes estão sofrendo tanto quanto os hotéis. Além da receita tradicional de hospedagem, que já está desafiante nesses primeiros meses do ano, temos o espaço locado do estacionamento para um concessionário e parceiro. Também fizemos ações para diminuir as despesas. Isso está ajudando a equilibrar as contas. Manter um empreendimento relevante nesse momento é complicado, mas estamos abraçando todas as oportunidades.
HN: Com a chegada da segunda onda, quais medidas a unidade adotou frente aos colaboradores? MPs desenvolvidas pelo governo foram adotadas?
ER: Com a chegada da segunda onda e de diversas cepas mais agressivas, intensificamos ainda mais os cuidados com nossos colaboradores, e mantivemos todos os protocolos de limpeza e higienização dos ambientes. Nosso hotel é certificado com o Selo Safeguard, do Bureau Veritas, e desde o começo da pandemia trabalha com medidas intensivas para contenção do vírus. Um exemplo do que temos feito é o lacre das suítes por 24 horas após a saída do hóspede. Também tivemos a ocupação máxima reduzida para evitar aglomerações. Referente às MPs, utilizamos no ano passado todas as medidas cabíveis para manter a saúde financeira do hotel e continuar operando com a qualidade Transamerica.
HN: Diante da falta de eventos e público corporativo, de que forma o empreendimento vem buscando atrair novos nichos de clientes?
ER: Estamos tentando trabalhar a demanda disponível no mercado e aprendendo com os novos públicos que estão chegando no hotel. Nesse tempo de pandemia, nosso empreendimento, que era predominantemente corporativo, está recebendo hóspedes de saúde, esportes e até mesmo de lazer, e com isso estamos explorando o que a cidade pode disponibilizar conforme as fases do Plano São Paulo. Também apostamos em novos produtos, como os pacotes promocionais para hospedagens mensalistas, com serviços e tarifas exclusivos para quem precisa usar o hotel por longos períodos.
(*) Crédito da foto: arquivo pessoal












