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Gisele Ruiz - três perguntas para

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Três perguntas para: Gisele Ruiz

Por Nayara Matteis 6 de outubro de 2020

Criatividade tem sido a palavra de ordem da retomada no Novotel Itu Golf & Resort. Na liderança da equipe Comercial do resort, Gisele Ruiz afirma que com a mudança no perfil do hóspede, o empreendimento precisou de imaginação para se reinventar. Convidada de hoje (6) para a série Três perguntas para, a diretora conta quais produtos nasceram com a pandemia e se as novidades estão atraindo clientes.

Recém-lançado, o divot faz parte do novo portfólio de experiências da propriedade do interior paulista. Além do A&B (Alimentos & Bebidas), Gisele explica que a proposta é criar serviços que sejam adaptáveis ao novo momento e se encaixem na rotina dos hóspedes também durante a semana, quando as ocupações ainda são preocupação. “Procuramos criar outros tipos de serviço que pudessem facilitar a vida das pessoas para que elas encaixassem no dia a dia um resort no meio da semana”.

Vegana e natural de Pirajuí (SP), a diretora garante que o resort vem caminhando bem na retomada e afirma que as demandas de eventos, principal nicho de mercado do Novotel Itu, estão apresentando sinais de recuperação, porém em proporções abaixo dos níveis pré-pandemia.

“Grandes eventos não vão acontecer até a chegada de uma vacina. Temos buscado encontros de pequeno porte que tem como acontecer, pois nossas salas são grandes. Esses mini meetings já estão acontecendo e ajudam muito na ocupação durante a semana”.

Agora, chega de spoilers. Leia a entrevista na íntegra abaixo.

Três perguntas para: Gisele Ruiz

Hotelier News: Quais foram as principais dificuldades que o Novotel Itu enfrentou com a mudança de perfil dos hóspedes? Como foi a fase de adaptação?

Gisele Ruiz: A partir do momento em que foram definidos os protocolos, a adaptação começou nas mudanças físicas como distanciamento, desmontagem dos restaurantes, marcação e implantação de totens de álcool em gel nas áreas comuns. A segunda parte foi o treinamento dos funcionários. Na reabertura tivemos alguns dias de capacitação para que eles entendessem como funcionam as medidas e como aplicá-las. O mesmo cuidado que temos com o cliente temos com o colaborador.

A adaptação mais complicada é a financeira. Durante a semana o volume de lazer cai muito, nada parecido de quando tínhamos grandes eventos. Procuramos criar outros tipos de serviço que pudessem facilitar a vida das pessoas para que elas encaixassem no dia a dia um resort no meio da semana. Com a pandemia, muitos hóspedes estão trabalhando em home office, então transformamos as salas de eventos em escritórios para os pais, além de montar uma estrutura para as crianças acompanharem o homescholing.

HN: Hoje, o resort trabalha com o máximo de 35% de ocupação. É o suficiente para atingir o breakeven? E como tapar os buracos deixados pela falta do Mice?

GR: Grandes eventos não vão acontecer até a chegada de uma vacina. Temos buscado encontros de pequeno porte que tem como acontecer, pois nossas salas são grandes. Esses mini meetings já estão acontecendo e ajudam muito na ocupação durante a semana. Com muita criatividade estamos procurando reduzir custos com cuidado. Sobre o breakeven, tem que vir ainda este ano e contamos com isso. É difícil fazer projeções, pois o cenário muda a cada dia, mas estamos caminhando bem e vamos chegar lá. Somos privilegiados por estar perto de São Paulo, o que acaba trazendo clientes para day use e day pass, que são produtos que começamos a divulgar com mais frequência na região.

HN: Já dá para falar em 2021? Como estão os planos a longo prazo?

GR: Para a área de eventos percebemos uma retomada em 2021 com empresas que vão promover ações logo no início do ano. Um case, por exemplo, é de um cliente que vai testar todos os funcionários convidados antes da data para realizar o evento com mais tranquilidade. Essa não é uma questão só da hotelaria. Muitas empresas já sentem a necessidade de contato presencial entre os times e estão buscando maneiras de fazer negócio.

O verão está chegando e também o período de férias e, com isso, a demanda de lazer ainda representará uma fatia importante de mercado nos primeiros meses. Faremos um trabalho voltado a este público e estamos preparados para receber nossos hóspedes.

(*) Crédito da foto: Peter Kutuchian/Hotelier News