A música é uma das companhias preferidas de Jessé Resende. O sócio da Saga Systems é uma pessoa eclética, que vai da música clássica à MPB, passando por rock e suas vertentes. Além disso, também gosta de ler em seus momentos livres para relaxar.
O profissional é graduado em Administração de Empresas pela Faculdade São Luís e possui MBA em Gestão Empresarial pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Com 34 anos de experiência no mercado de controle de acesso para hotéis, introduziu no mercado as fechaduras eletrônicas.
Resende é o convidado do Hotelier News no Três perguntas para de hoje (30). No bate-papo, considerações sobre os efeitos da pandemia no setor hoteleiro e planos futuros para a Saga Systems, que completou 13 anos de atuação.
Três perguntas para: Jessé Resende
Hotelier News: O controle de acesso no setor da hospitalidade vem se transformando rapidamente com o advento de novas tecnologias. Quais são as soluções mais utilizadas hoje e pelo que serão substituídas?
Jessé Resende: O controle de acesso é um tema sério para o setor de hospitalidade, porque, como sabemos, a segurança dos hóspedes e de seus bens é de responsabilidade do hotel. Hoje, nossa estimativa é de que, do total de meios de hospedagem no Brasil, 50% utilizem fechaduras eletrônicas. Ou seja, metade ainda usa equipamentos mecânicos, que abrem com uma chave convencional, e que serão rapidamente substituídos nos próximos anos.
E, quando olhamos para aqueles que já utilizam as fechaduras eletrônicas, a maior parte (cerca de 80%) migrou para um modelo de abertura com um cartão de tarja magnética – que pode ser facilmente danificado. Portanto, ele também deve ter seu uso reduzido com o tempo.
Agora, apostamos nas fechaduras por radiofrequência, mais seguras e que geram menos transtornos, pois o acesso é feito com um cartão com chip. O próximo passo é a biometria, o acesso por impressão digital ou reconhecimento facial, uma tecnologia na qual já estamos trabalhando, e que deve estar disponível amplamente no mercado nos próximos 15 anos.
HN: Falando em tendências: como você enxerga os efeitos da pandemia sobre o setor?
JR: É preciso, claro, abordar esse tema com um olhar realista, mas não deixo o otimismo de lado. Acredito que, mesmo que o impacto da Covid-19 sobre a hospitalidade tenha sido enorme, houve pontos positivos, como o aquecimento do turismo doméstico, em razão da restrição das viagens internacionais.
Agora, o mercado se prepara para a retomada total de suas atividades neste ano. Ela virá acompanhada de uma busca por soluções com bom custo-benefício por parte das empresas e pela expectativa dos hóspedes de encontrar instalações inovadoras e munidas de soluções tecnológicas. Aqui, falo especialmente de equipamentos que oferecem opções contactless, que se popularizaram durante a pandemia e cuja demanda não arrefecerá.
Enxergamos também uma demanda maior por sustentabilidade em todas as frentes do setor, seja na redução de resíduos plásticos, na economia de energia ou no aproveitamento mais consciente dos recursos em torno dos meios de hospedagem. E, neste contexto, o que temos observado é um aumento na busca por economizadores de energia mais modernos, que dispensem o uso de cartões e se conectem a recursos de Inteligência Artificial.
HN: A Saga Systems completou 13 anos em 2022. Quais os planos da companhia para a próxima década?
JR: A nossa crença no potencial da hospitalidade no Brasil é comprovada pelas nossas metas futuras. Queremos crescer 30% a cada ano ao longo da próxima década. Para atingir esse objetivo, apostamos também no constante desenvolvimento de novas tecnologias, em um atendimento de primeira linha e na expansão para novos mercados.
Queremos levar nossos negócios para os demais países da América do Sul e do Caribe, oferecendo soluções modernas de controle de acesso e segurança ao melhor custo-benefício do mercado.
Também incluímos nos nossos planos uma meta socioambiental: doaremos uma árvore a cada novo projeto da Saga Systems. Somos uma empresa preocupada com o meio ambiente (nosso nível de emissão de carbono, aliás, é bastante baixo). Queremos, com isso, dar uma pequena contribuição adicional rumo a um planeta mais sustentável.
(*) Crédito da foto: Divulgação/Saga Systems











