Marcelo Mesquita cultiva o hábito de viajar, curtir a casa e a família sempre que tem oportunidade. O presidente da ABIH-MS (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Mato Grosso do Sul) também é um amante da leitura e atualmente está lendo o livro Cartas de um diabo ao seu aprendiz, de C.S. Lewis.
Mesquita possui mestrado em Administração de Empresas pela Universidade São Marcos e tem 35 anos de experiência no setor hoteleiro. Atualmente, também exerce o cargo de gerente geral do Hotel Deville Campo Grande e é presidente do Conselho Estadual de Turismo do Mato Grosso do Sul.
Na sessão de hoje (29), o Hotelier News recebe o profissional para uma conversa sobre a atuação da ABIH-MS para aquecer a hotelaria do estado. Confira!
Três perguntas para: Marcelo Mesquita
Hotelier News: Atualmente, como está a demanda corporativa no estado? Já há sinais de retomada?
Marcelo Mesquita: Com a imunização em forte crescimento no Mato Grosso do Sul seguido da liberação das restrições que impediam a realização de eventos e encontros presenciais, observamos crescimento do mercado corporativo em novembro e sinais de melhora na primeira quinzena de dezembro. Ainda olhamos esta movimentação com cautela, pois observamos que os grandes players do mercado corporativo não retornaram as suas atividades de viagens. A movimentação que temos notado está pautada nas atividades do agronegócio da região e há uma demanda crescente por novos investimentos no estado. Um deles é a implantação de uma nova fábrica de processamento de celulose com investimento estimado em R$ 15 bilhões.
HN: A entidade tem discutido medidas junto ao governo estadual e prefeituras para diminuir os custos dos hoteleiros?
MM: Esta pauta de discussão foi permanente desde o início da pandemia. Pouco conseguimos efetivamente de ajuda ao nosso setor. Todas as nossas reivindicações sempre foram respondidas de forma superficial e com negativas devido à responsabilidade orçamentária, tanto dos municípios como do estado.
O estado ainda procurou realizar ações mais amplas de ajuda ao setor de turismo com a liberação de ajuda emergencial aos micro e pequenos empresários, além de medidas de retomada do fluxo de turistas para o Estado com campanhas bem criativas orquestradas pela Fundação de Turismo.
O sinal positivo da prefeitura de Campo Grande veio através do congelamento de valores de IPTU, ou seja, pagaremos o valor sem reajuste para 2022. Mas como disse, pouca ajuda tivemos efetivamente dos órgãos públicos.
HN: Para 2022, quais os principais desafios e expectativas do setor no Mato Grosso do Sul?
MM: Acreditamos que o maior desafio ainda se encontra na retomada definitiva das atividades corporativas sem a sombra de uma possível nova onda da pandemia. Todas as previsões que discutimos no setor esbarram na possível ameaça de novas variantes e a piora da economia mundial.
O lado positivo está sendo o forte crescimento de investimentos realizados no estado em diversas áreas. Hoje o Mato Grosso do Sul passa por este olhar mais atento de segmentos como o agronegócio, celulose, serviços, infraestrutura e tecnologia, com previsão de mais de 23 bilhões de investimentos nos próximos 4 anos.
Muitos municípios estão se beneficiando destes investimentos e o estado está bem capitalizado para promover a melhoria da infraestrutura e assim buscar um ciclo contínuo de crescimento.
(*) Crédito da foto: Divulgação/Arquivo Pessoal















