O turismo latino-americano, que deve crescer 17% em 2025, segue em ritmo acelerado de recuperação e transformação digital. Segundo dados do Latin America Travel Market Report 2025, relatório do Phocuswright, companhias aéreas, hotéis, locadoras e intermediários avançam para uma fase de consolidação e inovação após o período de reestruturação pós-pandemia.
Mesmo em meio à volatilidade econômica e política, o turismo se consolidou como um dos principais motores de crescimento da América Latina. O setor movimentou US$ 67,9 bilhões em reservas brutas em 2024, podendo chegar a US$ 79,2 bilhões ao final deste ano. Caso se concretize, o resultado estabelecerá um novo recorde regional.
Na hotelaria, o crescimento ganha impulso com a regulação das tarifas, gerando altas mais expressivas em diária média e RevPar do que na taxa de ocupação. Atualmente, mais de 150 novos projetos estão em desenvolvimento, liderados por Brasil, México e Chile. A análise é de que este é um sinal de confiança renovada dos investidores, antes assustados com custos, tanto na demanda internacional e quanto no potencial de longo prazo do setor.

Outros segmentos
Ainda de acordo com o estudo, as empresas aéreas seguem como principal motor da economia de viagens da região, registrando recordes de passageiros em mercados como Brasil, México, Colômbia e Chile. As chamadas low costs, companhias de baixo custo, continuam em expansão, enquanto as tradicionais reforçam estratégias de reestruturação e liderança.
Já operadores turísticos e OTAs avançam em suas jornadas digitais. Pela primeira vez, os canais online respondem por mais da metade das reservas brutas das agências online, marco que evidencia a maturidade tecnológica da região. O segmento de locação de veículos também registrou desempenho histórico em 2024, sustentado por viagens corporativas e de lazer.
Evolução esperada
Por fim, o estudo aponta que entender como os fornecedores estão se adaptando a esse cenário será determinante para o futuro do turismo. Com o cenário atual, no qual companhias aéreas reformulam estruturas, hotéis retomam investimentos, locadoras diversificam frotas e intermediários redefinem modelos de distribuição, o resultado é um mercado mais conectado, competitivo e digitalizado.
A expectativa, agora, é que ele também esteja pronto para sustentar a próxima fase de crescimento do turismo latino-americano.
(*) Crédito da foto: Freepik













