sexta-feira, 6/março
InícioNEGÓCIOSMercadoVilla Lotus: demandas inesperadas marcam o início das operações
MDSC
Slaviero hospitalidade

Villa Lotus: demandas inesperadas marcam o início das operações

Em um giro pelo Centro-Oeste brasileiro, a reportagem do Hotelier News tem se deparado com hospedagens que são verdadeiros achados cerrado adentro. Em Colinas do Sul, cidade ainda pouco explorada quando comparada a outros destinos da Chapada dos Veadeiros – como São Jorge e Alto Paraíso – está localizada a Villa Lotus Chalés de Charme.

Operando desde o início de junho, há pouco mais de 45 dias, o empreendimento sentiu logo de início as altas demandas de julho na região. Gisele Catarino, proprietária da pousada ao lado do marido, Sandro Cabello, explica que eles não escolheram o destino, mas o destino os escolheu. “Sempre tivemos o desejo de morar no interior, levar uma vida sossegada e enxergamos no turismo uma forma de renda. A proposta, desde o início, era construir algo pequeno, uma hospedagem mais intimista”, explica.

O casal, que morava fora do Brasil há mais de 10 anos, tinha como primeira opção desenvolver o negócio em Portugal, mas com a alta do Euro escolheram retornar ao país natal. “Como morávamos na Europa, era mais fácil. Porém, a moeda de lá estava muito valorizada aqui e começamos a pesquisar por propriedades. A ideia era construir algo no interior de São Paulo, mas os preços são mais elevados e a Chapada dos Veadeiros é um destino consolidado no país”, destaca Gisele.

Enquanto os proprietários faziam as malas para retornar ao seu país de origem, o pai de Gisele ficou encarregado de procurar terrenos para a construção do empreendimento. E foi em Colinas do Sul, em um espaço de 40 mil metros quadrados banhado pelo Rio Tocantinzinho que a Villa Lotus nasceu. “Chegamos em 8 de fevereiro e após cinco meses começamos a receber nossos primeiros hóspedes”, acrescenta.

Villa Lotus - cozinha
Cozinha totalmente equipada

Villa Lotus: demanda inesperada

Gisele e Sandro tinham planos de esperar o segundo chalé ficar pronto para começar a divulgar o negócio e comercializar suas primeiras reservas. Mas o bom e velho marketing boca a boca não falha. “Foi muito inesperado. Estávamos terminando a jardinagem e as pessoas começaram a nos procurar. Como oferecemos uma hospedagem privativa, sem aglomerações, os turistas começaram a aparecer”, pontua a proprietária.

Com apenas o Chalé Pé de Manga operando, a Villa Lotus está lotada para o mês de julho, com algumas janelas de dois ou três dias entre uma hospedagem e outra. Em sua maioria, são casais de Brasília, Goiânia e interior paulista. “Fizemos uma atmosfera romântica com varanda, mesa do lado de fora e rede. Também oferecemos uma garagem coberta, o que atrai muitos motociclistas”, diz Gisele.

Em agosto, a segunda unidade habitacional deve ser inaugurada, mas os planos são chegar a pelo menos quatro chalés. “Queremos fazer um evento para oficializar o início das atividades. Também estamos trabalhando em um deck flutuante com escada para clientes que desejarem aproveitar o rio com segurança, que deve ser entregue em 60 dias”.

villa lotus - quartos
Quarto do Chalé Pé de Manga

Distribuição e vendas

Comercializado apenas na Booking, a Villa Lotus deve finalizar suas obras para entrar em outras plataformas como o Airbnb. As vendas diretas podem ser feitas via WhatsApp, mas futuramente o casal planeja implementar um motor de reservas. “Não estamos divulgando muito ainda, mas por enquanto nossos clientes chegam por indicação. O Instagram e Facebook também funcionam muito bem”.

Como outros empreendimentos de Colinas do Sul, a Villa Lotus busca praticar preços inferiores aos oferecidos em São Jorge e Alto Paraíso. “Escutamos muitos turistas reclamando dos valores nestes destinos e preferimos fazer diferente”.

Estrutura e experiências

Enquanto o Chalé Pé de Manga possui 32 metros quadrados, o Chalé Baru contará com 46 metros quadrados e uma cocktail pool, piscina rasa e privativa inspirada nos moldes europeus. Ambas as acomodações oferecem cozinha equipada com utensílio, frigobar, cama queen size e uma ou duas camas de solteiro. Por enquanto, a Villa Lotus não fornece refeições, mas em breve implementará serviços de café da manhã.

Para elevar a experiência do hóspede, o casal reativará a Omega Vertical Esportes de Aventura, empresa operada por eles antes de saírem do Brasil. “Temos uma sucupira de 15 metros de altura onde vamos construir uma plataforma de escalada e parede de rapel. Recentemente, exploramos uma caverna próxima que deve se tornar um atrativo turístico da região. Também estamos ao lado da construção de um ecoparque com praia de pedra e areia que terá acesso por dentro da nossa propriedade”.

(*) Crédito das fotos: Divulgação/Villa Lotus Chalés de Charme

Hotel Fazenda Brisa Itu
Resort Comandatuba
Realgems ameneties