Cerca de 45 mil passagens foram reservadas entre julho de 2024 e julho de 2025, de um total de 3 milhões de bilhetes oferecidos pelo programa Voa Brasil. Os dados, compilados até 24 de julho, indicam baixa adesão no primeiro ano da iniciativa, que foi criada com o objetivo de ampliar o acesso ao transporte aéreo no país.
De acordo com informações do G1, o programa, que disponibiliza passagens por até R$ 200, é voltado a aposentados do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) que não tenham viajado de avião nos últimos 12 meses. Não há restrição de renda, e os bilhetes são comercializados a partir de assentos ociosos em voos com baixa ocupação.
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, os destinos mais procurados pelos beneficiários foram:
- São Paulo (SP): 12,7 mil emissões
- Rio de Janeiro (RJ): 3,6 mil emissões
- Recife (PE): 3,5 mil emissões.
Outros destinos populares incluem Fortaleza (CE), Salvador (BA), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Belo Horizonte (MG) e Natal (RN).
Em termos regionais, Sudeste e Nordeste concentraram a maior parte das reservas, com 43% e 40%, respectivamente. Ao todo, foram utilizados 510 trechos diferentes, com destaque para rotas entre São Paulo e capitais nordestinas como Recife, Salvador, Maceió, Fortaleza e João Pessoa. Também houve demanda por trechos de longa distância, como Porto Alegre/Recife e São Paulo/Fernando de Noronha, além de rotas curtas como a ponte aérea Rio/São Paulo e viagens dentro de um mesmo estado, como Salvador/Porto Seguro.
E janeiro deste ano, com seis meses de operação, o Voa Brasil havia comercializado 28,5 mil bilhetes, o equivalente a 220 aeronaves, de acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos.
Lançamento e operacionalização
Anunciado em março de 2023 pelo então ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França (PSB), o Voa Brasil só foi efetivamente implementado sob a gestão de seu sucessor, Silvio Costa Filho (Republicanos), que assumiu a pasta em setembro e declarou, três meses depois, que o programa só entraria em vigor em 2024.
A iniciativa não gera custos para o orçamento federal. O governo firmou um acordo com as companhias aéreas para ofertar os bilhetes a preços acessíveis a quem não viajou de avião no último ano. A proposta é ocupar assentos ociosos, contribuindo para a inclusão no transporte aéreo nacional.
(*) Crédito da foto: Karime Xavier/Folhapress

















