A Atlantica Hospitality International aderiu, hoje (28), ao Fórum Empresas com Refugiados, iniciativa conduzida pelo ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) em conjunto ao Pacto Global da ONU (Organização das Nações Unidas) no Brasil. O grupo reúne empresas e organizações que atuam na promoção da inclusão de pessoas refugiadas no mercado de trabalho brasileiro.
Com a adesão, a equipe de Gestão de Pessoas & Cultura da companhia passa a participar de grupos de trabalho e da troca de experiências com empresas de diferentes setores. A iniciativa também oferece acesso a orientações técnicas e materiais especializados para apoiar processos de recrutamento e contratação de pessoas em situação de refúgio.
Segundo a Atlantica, a participação no Fórum está relacionada à expansão do projeto Portas Abertas, voltado à empregabilidade de pessoas refugiadas e outros grupos. A proposta é estruturar processos de recrutamento, integração e desenvolvimento profissional nas unidades da rede. Em junho, a rede hoteleira informou o desejo de chegar a ter refugiados em 40% de seus hotéis no Brasil.
“A parceria com o Fórum Empresas com Refugiados consolida a expansão nacional do projeto Portas Abertas, que nasceu das primeiras contratações realizadas em alguns dos hotéis da rede em São Paulo. O objetivo é estruturar o processo de recrutamento e fidelização desses profissionais com o suporte técnico da ONU”, explica Fernando Morais, diretor de Gestão de Pessoas & Cultura da Atlantica.
Projeto Portas Abertas
A iniciativa surgiu a partir das contratações de pessoas refugiadas no hotel Clarion Faria Lima, em São Paulo. Posteriormente, foi incorporada ao Aja pelas Pessoas, frente do programa ESG (ambiental, social e de governança) da companhia, e ampliada para outras unidades.
Além de pessoas refugiadas, o projeto contempla ações de empregabilidade para grupos de profissionais como:
- 50 anos de idade ou mais;
- Jovens em busca do primeiro emprego;
- Pessoas com deficiência;
- Pessoas neurodivergentes;
- Integrantes da comunidade LGBTQIAPN+.
A empresa afirma que a participação no Fórum deve contribuir ainda para padronizar procedimentos e ampliar o suporte às equipes responsáveis pelas contratações. A proposta também inclui o acompanhamento dos profissionais após a admissão, com foco em integração e permanência no emprego.
Cenário nacional
Até o fim de 2025, o Brasil havia reconhecido 165.774 pessoas como refugiadas, segundo dados da Senajus (Secretaria Nacional de Justiça), vinculada ao MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública). Embora pessoas refugiadas e solicitantes de refúgio possam trabalhar formalmente no país, o acesso ao emprego continua sendo um desafio para essa população.
Dados do ACNUR citados pela Atlantica indicam que 55,7% das pessoas refugiadas no Brasil estavam desempregadas, enquanto 16,3% trabalhavam na informalidade e 14,9% tinham vínculo formal. Entre aquelas que estavam empregadas, 55,4% não atuavam em áreas compatíveis com sua formação ou experiência anterior.
(*) Crédito da foto: Divulgação/Atlantica Hospitality International






