O turismo esportivo deixou de ser uma demanda sazonal para se consolidar como uma das principais frentes de crescimento da hotelaria brasileira. Na Atlantica Hospitality International, os resultados refletem essa transformação. Entre janeiro e maio de 2026, a receita gerada pelo segmento esportivo alcançou R$ 6,2 milhões, alta de 73,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O desempenho reforça o papel cada vez mais estratégico desse público para a ocupação e a rentabilidade dos hotéis.
Segundo Guilherme Martini, VP Sênior de Operações, Vendas & Marketing da Atlantica Hospitality International, o esporte passou a ocupar uma posição permanente na estratégia comercial da companhia. “O segmento esportivo transcende a sazonalidade para se consolidar como um pilar em nossa estratégia de negócios. A densidade dos calendários nos permite planejar uma ocupação de base recorrente, transformando eventos pontuais em uma linha de receita previsível. Nossa operação está focada em garantir o suporte necessário para o melhor desempenho das equipes esportivas, o que gera confiança, fidelização e, consequentemente, os resultados sólidos que observamos em 2026”, afirma.
Os indicadores do primeiro trimestre reforçam esse movimento. No período, a receita proveniente do segmento esportivo registrou crescimento de 88,1% em comparação com 2025. A diária média também avançou, apresentando alta de 61,1% no mesmo intervalo.
Operação adaptada para atender atletas e delegações
Além de impulsionar a ocupação em períodos de grandes eventos, o turismo esportivo tem contribuído para reduzir os efeitos da baixa temporada. A chegada antecipada de equipes, delegações e comissões técnicas amplia o tempo de permanência dos hóspedes e ajuda a distribuir a demanda ao longo da semana.
Em determinadas ocasiões, hotéis localizados próximos a arenas esportivas chegam a registrar ocupação entre 90% e 100%, mas a estratégia da rede vai além dos dias de competição.
“Para atender a esse perfil rigoroso de hóspedes, que inclui atletas, comissões técnicas, patrocinadores e torcedores, alguns dos nossos hotéis foram adaptados. A rede tem estruturado processos de check-in simplificado para grupos volumosos, cardápios ajustados mediante orientações de nutricionistas, além de disponibilizar salas para preleções e infraestrutura adequada para treinos de recuperação. Essa entrega completa de serviços garante uma ótima infraestrutura para os times e delegações, como também para o esportista amador, que viaja para competições e também precisa de serviços específicos”, explica Martini.
Captação de eventos exige planejamento de longo prazo
A consolidação do turismo esportivo como segmento estratégico também exige planejamento antecipado. Segundo a Atlantica, a prospecção de eventos e competições de modalidades como futebol, basquete e tênis envolve janelas de negociação entre 12 e 24 meses.
A administradora já trabalha na estruturação de contratos e estratégias comerciais voltadas para futuras competições, incluindo a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027. “O foco do Revenue Management da Atlantica é garantir a rentabilidade em grandes volumes de grupos, gerenciando o inventário com restrições de estadia mínima e flutuação de tarifa pública para evitar a diluição do preço médio”, conclui Martini.
(*) Crédito da foto: Hotelier News














