InícioHub ESGAmbientalAtrio avança em solução sustentável para aquecer hotéis

Atrio avança em solução sustentável para aquecer hotéis

Com metas ambientais mais rígidas e pressão crescente por eficiência operacional, a hotelaria brasileira tem acelerado a adoção de soluções que reduzem custos e emissões ao mesmo tempo. É nesse contexto que a Atrio Hotel Management avança na substituição do aquecimento a gás por sistemas elétricos de bombas de calor em seus empreendimentos.

A empresa, que segue aumentando seu portfólio, começou a implementar um novo sistema de aquecimento de água baseado em bombas de calor elétricas, substituindo o uso de gás nas operações. A iniciativa já está presente em 35 hotéis localizados nas regiões Sul e Sudeste do país, com previsão de expansão para mais 14 unidades até 2026. As demais propriedades administradas pela companhia já utilizavam a tecnologia.

A mudança traz impacto ambiental e financeiro relevante. Com a adoção do sistema, a empresa deixará de queimar cerca de 770 toneladas de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) por ano, volume equivalente à preservação de 13,4 mil árvores, e estima uma economia anual de aproximadamente R$ 3 milhões.

Entre os empreendimentos que se destacam como casos de referência estão o K-Platz São José (SC), o ibis Styles Parauapebas (PA) e o ibis Carlos Barbosa (RS). Nos dois últimos, o consumo de gás já foi totalmente eliminado. No K-Platz, a operação sem o uso de combustíveis fósseis deve começar nos próximos dias. Também figuram entre os destaques o ibis Santos Valongo e o Novotel Santos Gonzaga, certificados desde 2022 como Hotéis Neutros de Carbono pelo IBDN (Instituto Brasileiro de Defesa da Natureza).

A iniciativa

De acordo com Guilherme Begnini, gerente de Engenharia da Atrio, o projeto foi concebido inicialmente com foco na redução do impacto ambiental, mas ganhou tração com os resultados econômicos. “Assim que o sistema é instalado, o hotel já deixa de consumir gás para o aquecimento da água, o que gera impacto imediato na operação. A bomba de calor capta o calor do ar ambiente e o transfere para a água de banho, sem emissão de gases poluentes e com alta eficiência energética. Isso reduziu muito os custos e eliminou a queima de gás nas operações”, afirma.

Os números confirmam o avanço. No início de 2024, o gasto mensal com gás nos empreendimentos incluídos no projeto era de R$ 497 mil. Atualmente, a despesa caiu para R$ 185 mil, com expectativa de chegar a R$ 80 mil por mês até o fim de 2025 — redução de 84%.

(*) Crédito da foto: Divulgação

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