O leilão na B3 define o Grupo DMDL como futuro administrador e abre perspectivas de modernização para o turismo de eventos. O CentroSul deu na última sexta-feira, 18 de setembro, um passo importante para seu futuro. O Grupo DMDL venceu o leilão realizado na B3 com uma oferta de R$ 31,5 milhões de outorga inicial, ágio de 90,91% sobre o valor mínimo de R$ 16,5 milhões, para uma concessão de 35 anos.
O resultado dá sequência aos avanços acompanhados nos dois artigos anteriores. Primeiro, a preocupação era a demora na definição da concessão e seus efeitos sobre a comercialização de eventos futuros. Depois, a discussão avançou para a necessidade de compartilhar a agenda com o mercado, permitindo que hotéis, organizadores e fornecedores se planejassem com antecedência.
Essa previsão está contemplada no edital da nova concessão.
As agendas de comercialização de 2027 seguem com a atual concessionária até 31 de dezembro de 2026, com comissão de 20%. Esse encaminhamento preserva a continuidade comercial durante a transição e permite que o calendário futuro continue sendo construído.

O leilão acrescenta uma nova dimensão a essa trajetória: a chegada do Grupo DMDL, que será o futuro administrador do CentroSul, com experiência em projetos de grande porte.
Com mais de 25 anos de atuação em engenharia e arquitetura de infraestrutura temporária e permanente, o grupo reúne trabalhos na Copa do Mundo de 2014, nos Jogos Olímpicos Rio 2016, em 14 edições da Fórmula 1 e nos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023. Na COP30, em Belém, esteve envolvido nos projetos da Blue Zone e do Hotel Vila COP. Em 2025, a empresa projetava faturamento de R$ 1 bilhão.
Uma nova perspectiva para o CentroSul
Essa experiência pode contribuir para uma nova fase do equipamento. O projeto de concessão prevê ampliação e modernização da estrutura, novas áreas de alimentação, paisagismo, melhorias de acessibilidade, drenagem e uma nova passarela de pedestres.

A previsão é que a nova gestão comece em janeiro de 2027. Até lá, o resultado do leilão ainda seguirá o rito de oficialização e pagamento, com o acompanhamento de eventual impugnação e das demais etapas administrativas. O certame teve uma vencedora definida; agora, o processo entra na fase de formalização.
A combinação entre infraestrutura renovada, experiência técnica e um contrato de 35 anos cria condições favoráveis para fortalecer a competitividade de Florianópolis na captação de feiras, congressos e convenções.
Esse potencial alcança toda a cadeia ligada aos eventos: hotéis, restaurantes, fornecedores, transporte, comércio e serviços. Uma agenda compartilhada, somada a uma operação fortalecida, pode ampliar a preparação do mercado e os benefícios gerados para a cidade.
O leilão representa a superação de uma etapa importante. Florianópolis passa da indefinição sobre o futuro do CentroSul para uma perspectiva concreta de renovação, com uma nova administradora, melhorias previstas e experiência para conduzir um novo ciclo do turismo de eventos.
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Luciano Vieira atua há mais de 20 anos nos segmentos de hotelaria, revenue management, distribuição e estratégia comercial. É Gerente de Vendas e Marketing da Interclass Hotéis em Santa Catarina, Coordenador do Núcleo Setorial de Hotéis da ACIF e fundador do Luciano Vieira Analisa, plataforma dedicada à produção de análises sobre hotelaria, turismo, eventos e inteligência de mercado. Foi reconhecido com os prêmios Top de Marketing ADVB e Líderes LIDE em 2018 e 2019.
(*) Crédito da foto: Arquivo pessoal





